O rebaixamento do Vasco



Vasco não consegue mostrar poder de reação (Foto: Pedro Martins)

Vasco não consegue mostrar poder de reação (Foto: Pedro Martins)

Cair é um processo. Os matemáticos nos dizem a probabilidade numérica, as combinações possíveis, mas não a realidade. A chance de escapar, em números, é real. ‘Em futebol’, é utópica. Que me desculpe a turma da calculadora, mas o Vasco já caiu.

Caiu quando seu presidente decidiu ser mais protagonista que o clube que dirige. Caiu quando o único espetáculo a ser assistido em seus jogos estava nas arquibancadas e não em campo. Caiu quando sua casa passou a ser vista como território hostil e não mais como porto seguro. O Vasco caiu quando deixou de ser o foco de sua própria batalha.

O Vasco se rebaixou quando decidiu que rivalidades valiam mais que campeonatos, e que respeito poderia vir aos berros, não aos méritos. O Vasco se rebaixou quando passou a se preocupar mais com o lado em que senta do que com o posto que ocupa na tabela. O Vasco foi rebaixado ao segundo plano quando parte de sua torcida passou a apontar para si própria procurando culpados, quando os reais responsáveis estavam longe.

A queda se deu quando a divisão passou a ser maior que a somatória. E nem é necessário ser matemático para fazer essa conta.

O Vasco pode até não ser rebaixado, mas está. A diferença parece pequena, mas não é. Renegado a ser figurante de sua própria história, o clube espera que alguém olhe por ele antes que desliguem os aparelhos sem aviso prévio.

Há quem defende Eurico, mas há quem defenda Dinamite. Há aqueles que defendem Julio Brant e aqueles que defendem Roberto Monteiro. Mas poucos têm defendido o Vasco.

Estar na Série A ou na Série B é o menor dos problemas do clube. Estar rebaixado a algo menor que sua grandeza histórica é o que mais incomoda.

A matemática dirá o dia da queda, mas é a história que mostra que ela já aconteceu.



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