O que muda no time do Vasco para 2018 (até agora)



Desábato é um dos reforços do Vasco para 2018 (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O Vasco encerra 2017 classificado para a 2ª fase da Libertadores, onde terá o Universidad Concepción, do Chile, como adversário. Há menos de um mês de estrear na competição continental, porém, pouca coisa mudou. Apenas dois reforços foram anunciados até o momento: o volante argentino Leandro Desábato e o meia-atacante Rildo. No papel, pouco alterará o time de Zé Ricardo. Ao menos com os dois.

São reforços pontuais para posições conhecidamente carentes da equipe. Jean foi titular da cabeça de área durante grande parte do ano, entretanto, muitas vezes foi criticado pela dificuldade em auxiliar na transição entre defesa e ataque. No fim, perdeu a vaga para Evander, e não deve permanecer no clube para 2018. Desábato chega para preencher essa lacuna. Assim como o camisa 5 de 2017, o hermano possui na força física a sua maior característica. Os números, porém, apontam uma qualidade maior na saída de bola.

Com as renovações de Breno e Wellington, é possível que o argentino seja a única mudança no setor defensivo para a próxima temporada. Isso se Evander não for mantido na posição. Mas com a estreia na Libertadores confirmada fora de casa, no dia 31 de janeiro, é possível que o treinador opte por um time com mais consistência defensiva, o que abriria espaço para a entrada do novo contratado.

Na frente, a novidade confirmada até agora é Rildo, que teve um ano regular pelo Coritiba. Jogador de lado de campo, o atacante chega, provavelmente, para brigar pela posição hoje ocupada por Yago Pikachu. Até pelas características de ambos, de velocidade e ajuda na marcação dos laterais. Assim como Paulinho, a dupla possui facilidade em atuar pelos dois lados, o que auxilia nas inversões durante as partidas. O garoto, porém, terminou o ano em alta, ao contrário de Pikachu.

Rildo é mais forte e experiente que Yago, o que pode lhe dar uma vantagem na disputa. Wagner também chegou a atuar na posição durante o ano, porém, cadencia mais do que acelera o jogo – o oposto do que busca Zé Ricardo -, o que o coloca como possível reserva de Nenê ou até mesmo na função de segundo homem de meio, como algumas vezes foi utilizado.

A expectativa maior fica por conta da chegada de mais um homem de lado, já que o elenco teve a saída de dois atletas da posição – Eder Luís e Manga Escobar – e um centroavante, tendo em vista que Andrés Ríos não conseguiu se firmar, Thalles seguiu tendo problemas pára manter o peso, e Luis Fabiano passou mais tempo no Departamento Médico do que em campo. Rafinha, do Cruzeiro, e Kieza, do Vitória, são os nomes mais cotados. O primeiro, sim, chegaria com status de titular, porém, para a mesma posição do já contratado Rildo.

O Vasco fecha 2017 muito melhor do que iniciou o mesmo ano, mas deverá começar – ao menos nos primeiros dias – muito parecido com o que terminou. O que não é necessariamente ruim, já que conseguiu uma boa classificação no Brasileiro, mas também não é de grandes expectativas para quem vislumbra uma boa participação em sua volta à Libertadores.

Até agora, é muito seis por meia dúzia para achar que 2018 pode ser o novo 1998. Mas o suficiente também para não reeditar 2008. Se evoluir como nesta temporada, tem tudo para se manter em ascensão, mas muito do novo ano pode já ser definido no início de fevereiro. É preciso se movimentar.



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