O pato da mesa



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Um velho jogador se inscreve no maior campeonato de poker do país. Há um ano longe das disputas, reencontra por lá velhos conhecidos e alguns novos, que não costumavam aprontar muita coisa no seu tempo.

Apesar de estar num local onde passou a maior parte de sua vida, o tempo afastado lhe deixou inseguro. Antes mesmo de deixar o circuito principal, já não vinha ganhando praticamente nada. E confiança em qualquer competição é fundamental.

Experiente, ao sentar em sua posição, logo procura o ‘pato da mesa’. Ou seja, aquele contra quem ele poderá forçar o jogo, blefar e buscar arrancar algumas fichas sem muito esforço. Porém, após as primeiras mãos jogadas, percebe que não ainda não encontrou esse pato. E isso é perigoso.

Quando não se acha o pato da mesa, é bem possível que seja você.

Enquanto as cartas vão sendo viradas, fica cada vez mais claro que não terá moleza. Nem mesmo os seus velhos braceletes de campeão amedrontam os rivais. O tempo passou, o jogo evoluiu, e ele precisa mostrar agora que merece sentar junto aos melhores.

Rapidamente nota-se que, se não é a ‘baba’ do campeonato, é um dos. E quanto menos fichas tem, menor o seu poder de se impôr e o seu respeito contra os adversários. De presença ilustre na competição, passa a virar ‘alvo’ daqueles que querem aumentar o pote.

Os blefes estão cada vez mais previsíveis e as jogadas ainda mais telegrafadas. Todos querem beliscar um pedaço, e conseguem. Sem confiança, abandona mãos que teria condições de vencer. É o medo de perder superando a fome de vencer.

O tempo está passando e as fichas estão chegando ao fim. Ou vai para o ‘all-in’ agora, abandonando esse joguinho ‘tight’ que tem feito, ou vai viver de ‘small blind’ até ser engolido pelo ‘big’.

Esse jogador hoje é o Vasco.

Jogando por uma carta de sorte e perdendo seu ‘stack’ de fichas rapidamente, o time tenta se manter vivo na disputa. Mesmo quando o ‘flop’ é bom, e o jogo começa bem, o river entrega. Ou até mesmo o turn.

Está na hora do Cruz-Maltino parar de grasnar e começar a jogar.

Quac!



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