O ornitorrinco vascaíno



Julio dos Santos atuou como zagueiro (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Julio dos Santos atuou como zagueiro (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Praticou-se em São Januário, no primeiro tempo do duelo entre Vasco e Boavista, um esporte novo. Um misto de ping-pong com polo aquático, tendo ainda alguns lances de futebol de areia e outros de arremesso de dardo.

O que se viu no empoçado campo da Colina foi um verdadeiro ornitorrinco esportivo: semiaquático, noturno e com pouca beleza.

Haviam momentos em que se torcia pela bola, tamanha sua facilidade em driblar. Mudava de direção e ritmo com uma alma de Garrincha que há tempos não se via. Era ela, em meio a bagunça, a única com facilidade de passar pelos pés enlameados dos marcadores e a fugir dos carrinhos com pneu slick. Ainda parava quando queria, como se debochasse de quem não a alcançou.

Por 45 minutos, o que se viu foi uma bola teimosa e do contra, como uma criança birrenta. Pior que futebol, só se tivessem disputando curling, tamanha a dificuldade da redonda rolar. Não à toa o gol de Douglas nasceu pelo alto, única dimensão possível para se praticar um esboço de futebol naquele momento.  Chutou lá em cima, onde a água só pinga, não para.

Quando se tornou possível praticar o esporte combinado, ele seguiu ausente. Juntos, os dois times não conseguiram trocar 500 passes certos em todo o jogo. Um pouco pelo desgaste de atuarem num campo pesado na etapa inicial, outro tanto pela falta de qualidade de ambos.

Entretanto, convenhamos, amigos: houve um tempo que nem com Messi no ataque o Cruz-Maltino conseguiria deixar o campo com a vitória. Nem sob ordem judicial saía do gramado com o braço erguido. Ou a cabeça. A equipe dava sinais de que se afogaria até mesmo num simples gole d’água à beira do campo. Hoje, porém, foi dormir com os três pontos numa noite em que Julio dos Santos debutou como zagueiro. E bem.

Nesse esporte novo, com personagens inesperados, é algo para se comemorar.

Aguardemos o futebol na próxima. De preferência, com um time formado por peças que se encaixam em harmonia, em condições de praticar um único esporte nos 90 minutos.

Por ora, valeram os três pontos. Mais importantes, no momento, do que aprender a andar sobre a água.



  • Marthon Mendes

    Barriga de Trauco é mão, mão de Júlio dos Santos é costas.. vai entender… e veja a posição em que o juizão estava – há menos de 5m, sem ninguém na frente. 2 jogos, 2 gols pro Vasco, viva a FERJ!

  • Marthon Mendes

    Barriga de Renê é mão, mão de Júlio dos Santos é costas.. vai entender… e veja a posição em que o juizão estava – há menos de 5m, sem ninguém na frente. 2 jogos, 2 gols pro Vasco, viva a FERJ!

    • Fernando

      Luiz Fabiano chega perto do árbitro é agressão, Aarão empurra e agride árbitro, mas aí não é nada…Jomar tem a camisa puxada e é derrubado na área, mas na neguem fala nada…Viva as organizações Globo!

  • Paulo Wagner

    Goleamos, de novo! Outro 1×0! Não importa o adversário, o campo, nada! É sempre no sufoco! E, em um jogo Vasco x Vasco (de tanto ex-vascaíno que o Boavista tem), ganhou o dos jogadores que não foram (ainda) dispensados. E, se Julio dos Santos pode ter encontrado sua nova posição, Escudero, Muriqui e Wagner continuam devendo….assim como Luis Fabiano.

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