O novo Vasco de Doriva



Doriva começa a dar forma ao time do Vasc (Foto: Marcelo Sadio/Vasco)

Doriva começa a dar forma ao time do Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco)

Dois jogos amistosos de pré-temporada são muito pouco para termos uma avaliação consistente do Vasco que teremos. Mas deu para ver claramente que muita coisa mudou. E não apenas no elenco.

O time de 2014 era lento, previsível e extremamente dependente de Douglas. Em pouco tempo de trabalho, até por não contar com um camisa 10 de origem, Doriva montou uma equipe mais dinâmica, com uma saída de bola mais rápida e com mais movimentação no ataque.

Obviamente, por ser início de temporada, os jogadores ainda não estão em condições físicas e nem técnicas de cumprir 100% do que é pedido pelo treinador, mas se empenharam.

Os quatro homens de frente se revezam nas posições, o que faz com que o jogo não fique concentrado em somente um jogador ou em uma faixa de campo específica.

No gol contra o São Paulo, por exemplo, foi Rafael Silva, teoricamente o centroavante da equipe, que iniciou a jogada de trás e lançou Marcinho – que começou centralizado – na ponta direita. O camisa 10 cruzou para Montoya, que fechou da esquerda para o meio, como um atacante.

E era exatamente esse tipo de movimentação e variação dos jogadores que faltava ao time do ano passado. Se peça por peça, nome por nome, o Vasco parece mais frágil, sem medalhões, taticamente começa a temporada de uma forma bem mais inteligente do que a pragmática equipe de 2014.

Com Adílson e Joel, o time jogava com três volantes e somente Douglas criando. Quando bem marcado, o meia recuava para buscar a bola, deixando Thalles e Kleber isolados lá na frente. Ou então a bola caia nos pés de Fabrício e Pedro Ken para fazer a ligação, o que não resultava em nada.

O novo treinador montou um esquema 4-2-3-1 com volantes que pouco saem para o jogo, assim como os laterais, que só sobem na boa. Isso dá uma segurança maior na defesa. Enquanto isso, os quatro jogadores da frente se revezam nas funções de criar e finalizar, além de pressionarem a saída de bola adversária.

É um time em construção, mas que já começa a ganhar a cara do treinador. Se vai dar certo ou não, só o tempo dirá. Mas me parece taticamente muito mais interessante do que o último Vasco que vimos na Série B.

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