O mais antigo dos amores



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Lembro exatamente o dia que te conheci. Foi amor à primeira vista. Paixão dessas que te tira o fôlego, intensa, que parece realmente orquestrada pelo destino.

Você, como de costume, com sua roupa branca, uma faixa preta e um detalhe em vermelho na altura do peito. Como sempre, o centro das atenções. Eu, apenas mais um na multidão.

Para te ver, não levei rosas. No lugar, uma bandeira. As vestes, um espelho das suas. Não era um encontro de opostos, mas sim de semelhantes. Iguais, começamos nossa caminhada.

Era o fim da década de 80. A primeira minha, a nona sua. E, em seu centenário, já estávamos mais apaixonados do que nunca.

Naquele dia, além de mim, outros milhares te olhavam deslumbrados com sua beleza. E, desde então, sempre foi assim. Apesar da ‘concorrência’, nunca tive ciúmes.

Na verdade, saber que você desperta o mesmo amor em outras pessoas é mais uma das coisas que me encantam. É sinal de que temos bom gosto. Você é para muitos, mas não para todos. Para chegar até você, tem que fazer por merecer.

Confesso que jamais poderia imaginar que chegaria em mais um Dia dos Namorados, depois de quase 30 anos, ainda mais apaixonado por você. Sempre tivemos nossas desavenças, às vezes você se porta como se fosse outra pessoa e isso irrita. Da minha parte, confesso que nem sempre tenho muita paciência com você. Mas, convenhamos, ultimamente você tem abusado.

Porém, tudo passa, a gente se entende e a vida continua. Pode parecer clichê – e que amor não é? -, mas não vivo sem você. Corrigindo: até viveria, mas sem a mesma alegria.

Já choramos, sorrimos, tomamos porres, comemoramos e nos desesperamos juntos. Conhecemos o gosto do sucesso, da vitória, e também carregamos as marcas das derrotas. Caímos e levantamos juntos, como em toda boa união.

Ninguém falou que seria fácil, amar tem suas complicações. Mas vale a pena.

Fiz da sua casa a minha. E da minha a sua. Fotos e lembranças dos bons momentos que vivemos juntos estão espalhados por todo o local. Não tem como falar que você não faz parte.

Nosso relacionamento é diferente de todos estes que serão celebrados neste 12 de junho. Não trarei café na cama e nem te levarei para jantar. Não espere por surpresas, não terá buquê de flores chegando à sua porta. Desculpe.

Mas amanhã, quando pisar naquele mesmo lugar onde nos apaixonamos, na Rua General Almério de Moura, 131, sob os olhares novamente daqueles milhares de vascaínos apaixonados, pode me procurar, estarei lá. Como estive sempre nos bons e maus momentos.

Não com uma rosa, mas com paixão. Sem presente, mas sempre com presença.

Afinal, de todos os amores que eu tive és o mais antigo. E é pra sempre!

Por paixões assim, perde-se a voz, a razão e a compostura. Só não se perde a vontade de continuar amando.

‘Sempre ao seu lado até o fim’.

Feliz dia dos apaixonados!



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