O impressionante Jorginho



Jorginho perdeu apenas 6 jogos em 27 pelo Vasco (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Jorginho perdeu apenas 6 jogos em 27 pelo Vasco (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Quando Jorginho chegou ao Vasco, na virada de turno do Brasileiro, poucos acreditavam no seu trabalho. Inclusive eu, confesso. Parecia mais um técnico temporário que passaria por São Januário naquela temporada, como haviam sido Doriva e Celso Roth. Um ‘tapa buraco’ enquanto a diretoria planejava 2016, já que 2015 parecia perdido. Porém, o trabalho do treinador até agora impressiona e não apenas pelos resultados.

Jorginho tem conseguido tirar do elenco mais do que se podia esperar. Não deu apenas padrão de jogo ao time, conseguiu também variações. Achou novas posições para ‘velhos jogadores’, como Andrezinho e Julio dos Santos. Enquanto todos clamavam por Renato Kayser e Evander, soube ver o potencial – principalmente tático – de Matheus Vital. Entre velocidade e habilidade, apostou na inteligência, sem ter que abrir mão das duas outras qualidades.

O Vasco de Jorginho caiu, é verdade, mas pelo desempenho que teve nas mãos de Doriva e, principalmente, nas de Roth. Esse time, atual, dificilmente passaria pela mesma situação. E olha que nem chegaram muitas novidades desde então, apenas foram organizadas as que já haviam. Por Jorginho.

O elenco vascaíno segue limitado de grandes valores individuais em algumas posições e também de peças para reposição de alguns insubstituíveis, como Nenê, mas ganhou algo que lhe faltava: conjunto. Doriva, durante o Carioca 2015, chegou próximo disso, mas não soube dar novas opções táticas durante o Brasileiro. Ficou previsível e saiu.

Já Jorginho tem se mostrado mais aberto a experimentos e modificações de acordo com os adversários que enfrenta. O Vasco agora parece olhar para o todo, tanto para si quanto para o duelo que terá pela frente. O padrão não se tornou uma prisão, para cada confronto uma tática diferente, não necessariamente mudando o esquema.

Uma marcação mais adiantada aqui, uma individual ali – como a de Andrezinho em William Arão no clássico com o Flamengo -, uma inversão de posição entre Nenê e Riascos ou entre Julio dos Santos e Andrezinho para o paraguaio chegar mais à frente… Rotações que o Vasco de Jorginho faz sem precisar de mudanças, tornando-o menos previsível e mais dinâmico.

Corre-se sempre o risco ao elogiar um treinador, assim como os goleiros antes do apito final de uma partida, mas Jorginho merece. Principalmente por já ter feito mais do que se esperava em sua chegada.

JORGINHO NO VASCO

27 jogos
12 vitórias
9 empates
6 derrotas
55,5% de aproveitamento
Apenas uma derrota nos últimos 16 jogos



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