O ídolo fugaz



Nenê foi reintegrado ao elenco do Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Nenê foi reintegrado ao elenco do Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Todo mundo viveu na adolescência uma paixão que acreditava ser eterna. Daquelas que nascem na velocidade e alegria de um ponta-direita dos anos 50 e morrem na melancolia de um passe lateral errado entre zagueiros.

Com o tempo, você se acostuma e troca os amores velocistas pelos de cadência, que não se desgastam tanto com o tempo e não necessitam tanto do físico, mas do equilíbrio geral. O foco é cada vez mais na 10 e menos na 7.

No futebol, isso acontece nas idolatrias.

O momento do Vasco, por exemplo, impede amores duradouros. Porém, se abre para os fugazes.

Nos últimos – duros e sofríveis – anos, o clube viveu de romances curtos. Alguns de bastante intensidade, é verdade, mas sempre de pouca durabilidade. Nenê é mais um desses casos.

Ídolo nasce em campo, ganha volume fora dele, mas sua consolidação só vem na Sala de Troféus. Sua trajetória entre a estreia e o ápice é o que conta, mas é necessário chegar lá, no topo. Apenas com Cariocas, não dá.

Não há paixão de verão que sobreviva a quedas, insucessos e brigas, por mais que saibamos que toda relação tem seus altos e baixos. Entretanto, vez ou outra, é importante nos depararmos com a felicidade plena.

Na bola, isso vem com gols e vitórias. E, claro, taças.

Nenê parece ter sentido essa carência. Sem conseguir firmar seus relacionamento com o clube nos últimos meses – ano? -, pediu o término do namoro. Ele foi aceito. Sem achar um novo amor, porém, decidiu voltar, mas o clima agora é outro.

Não dá para se apaixonar à primeira vista pela mesma pessoa por duas vezes.

Ou Nenê e Vasco se casam de uma vez, ou terminam para sempre.



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