O gol de Guina



Guiñazu fez o gol do título do Talleres (Foto: Divulgação/Talleres)

Guiñazu fez o gol do título do Talleres (Foto: Divulgação/Talleres)

Nas arquibancadas, torcemos por clubes. Na vida real, por pessoas.

E Guiñazu é daqueles jogadores que torcemos à distância. Daqueles que passam pelos times deixando algo mais que apenas algumas exibições. Entrega mais que o corpo, dá a alma. E quando se vai, deixa um pedaço dela.

É possível não gostar do argentino. Impossível é não respeitá-lo.

Dizem que num grande show o melhor fica para o fim. No de Guina, tinha que ser pelo time de Córdoba, terra onde comeu tijolos antes da grama. Onde é admirado por gente que o ama.

Guiñazu passou seis anos sem balançar as redes e poderia ter ficado 20 que não faria a menor diferença. Não era sua função. Guina não é perna, é coração. Em outras tantas, pulmão.

Por direito, fez de canhota o gol de acesso do Talleres. De fora da área, local onde sempre exitou estar. Em cima, no ângulo, bem distante do chão que costuma travar suas batalhas individuais. Com força, mas com precisão, como mandam os manuais.

O ‘Pit bull’ ainda morde, num futebol que nunca morre.



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