O fruto de Muriqui



Muriqui foi apresentado no Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Muriqui foi apresentado no Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Muriqui saiu como promessa do Vasco. E volta como aposta.

Como uma semente que voou para o terreno vizinho, virou árvore e hoje retorna como fruto. Longe dos olhos da maioria, pouco se sabe sobre o gosto. Por isso, se desconfia antes que prove. É natural.

Em sua apresentação, disse ter uma “dívida” com o clube – assim, com aspas, usando o indicador e o dedo médio enquanto fala. Não tem. Apenas com si próprio.

O garoto franzino, que foi comparado a Robinho no início da carreira, não deve nada a ninguém. Ganhou o que ganhou na Ásia, virou ídolo e artilheiro, por mérito próprio. Sozinho na China, numa época onde os olhos puxados ainda não se arregalavam para o mercado brasileiro. Nem piscavam.

Virou referência no mercado onde escolheu – e foi acolhido – atuar. Agora, opta novamente. Dessa vez, por voltar.

A dívida de Muriqui é com ele mesmo.

Sempre pôde mais do que alcançou no Brasil, principalmente no início da carreira. Estourou na bola e a coxa em 2004. E saiu. Precisou de mais cinco anos para voltar à elite e conseguir brilhar. Sem lesionar.

Nesse momento, tem a chance, no mesmo time onde foi projetado, de mostrar que não é apenas um brasileiro que deu certo num futebol emergente. Mas sim um ex-jovem emergente – hoje estabelecido – que pode dar certo no Brasileiro.

E pode.

Não para ser a Angra de Cabral e Neymar, nem a Maricá de Paes e Antônio Lopes. Que seja apenas Muriqui, o Luiz Guilherme da Conceição Silva.

A semente que virou fruto e quer provar que ainda dá caldo.



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