O dever de casa e a volta da palmatória



Vasco não conseguiu os três pontos (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Vasco não conseguiu os três pontos (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Nada mais feio no Dia dos Professores do que não fazer o dever de casa. O Vasco não fez e perdeu pontos preciosos que farão falta no fim do ano quando receber o seu boletim definitivo. A arbitragem também não fez a dela e mais uma vez foi protagonista num espetáculo em que deveria ser apenas mediadora. É como se o importante em uma sala de aula fosse o quadro e não quem escreve nele.

O time de Jorginho tinha a obrigação de vencer a partida e se lançou ao ataque nos minutos iniciais como uma criança que corre ao tocar o sino do recreio para pegar a bola e a quadra livre. Nos 15 primeiros minutos, a Chapecoense fez a ‘de fora’, e praticamente apenas assistiu ao Cruz-Maltino jogar.

Mas o Vasco foi para o intervalo mais cedo, pareceu cansado – ou frustrado – e os catarinenses entraram no jogo. Os dois jogavam para uma nota na média, nada além disso, e o empate parecia justo. Parecia, até que o ‘professor’ Jorginho resolveu corrigir a bagunça que estava instaurada. Colocou Diguinho, reposicionou os garotos na sala, arrastou a cadeira de Gallo mais pra frente e achou o ‘feng shui’ da classe.

Ainda assim, o gol vascaíno só saiu em um lance em que o inspetor não viu Rodrigo montar no coleguinha e empurrar para as redes. Merecido pelo esforço, mas não pelo lance. Irregular.

Era a nota que o time cruz-maltino precisava. Não para passar de ano, mas ao menos para melhorar a média após um trimestre ruim. O final promete ser bem complicado e subir um pouco a média agora seria fundamental para não acabar reprovado.

Quando a equipe carioca já aguardava ansiosa o toque do sinal para o fim da aula, uma surpresa: a volta da palmatória. Nem mesmo com a mão colada ao quadril o castigo foi evitado. Pênalti marcado para a Chapecoense. Logo em cima do mesmo Rodrigo. Absolvido uma vez e punido em outra. Ambas injustas.

A batida da cobrança foi de Bruno Rangel, mas a da palmatória foi de Ricardo Marques de Oliveira, o árbitro da partida. Após ‘esquentar a mão’ do zagueiro vascaíno, teve a oportunidade de fazer o mesmo com Tiago Luís, após o aluno claramente meter a mão na borracha da mesa do amiguinho – Nenê – e tirar-lhe a chance de apagar o resultado ruim no Maracanã. Mas a madeira, dessa vez não cantou. E seu silêncio, no apito, foi tão sentido quanto o castigo antes imposto.

O pau que deu em Chico passou longe de Francisco. Mesmo os dois estudando na mesma escola…

Lances polêmicos da partida entre Vasco e Chapecoense (Foto: Reprodução/Twitter)

Lances polêmicos da partida entre Vasco e Chapecoense (Foto: Reprodução/Twitter)



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