O choro de Bernardo



Bernardo deixou o campo chorando (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Bernardo deixou o campo chorando (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Bernardo não é mais nem menos do que pode ser. Simplesmente é o que é. Com erros e acertos, humano.

O que irrita parte da torcida do Vasco não é o que ele deixa de produzir, mas sim o que os próprios torcedores acham que ele deveria estar produzindo. É a velha história da expectativa x realidade.

Quem está errado nessa história? Os dois.

Bernardo poderia tentar mais, se esforçar mais, se controlar mais e surpreender mais – ou novamente. E a torcida? Resta aceitar que dificilmente ele será o que esperavam se tornar em 2011. Entender que, se não será um craque, xodó, ídolo, ou algo parecido, ainda pode ser importante, ainda que em raros lampejos. Pelo menos até que o Vasco consiga algo melhor.

Nem tanto, nem tão pouco.

Se Bernardo não arranca mais aplausos como em seu início com a camisa cruzmaltina, certamente também não merece ser alvo de ofensas. Afinal, qual armador vascaíno tem tido atuações superiores a dele? Ninguém. Então por que transforma-lo num alvo? Ainda mais numa vitória de meio de semana, com o time reserva, às vésperas de um clássico decisivo. Que inteligência há num fogo amigo?

Com todos os seus defeitos que tem, ser frígido não é um deles. Por isso, chorou. Como chorou ao marcar contra o Fluminense, na penúltima rodada do Brasileiro de 2011, nos proporcionando uma sobrevida na competição e um estouro de emoção que há tempos não tínhamos.

Bernardo é assim, explosivo. E isso, muitas vezes, é o que falta ao time cruzmaltino. Mas precisa saber dosar. Vontade e destempero são coisas distintas. Assim como cobrança e crítica são diferentes de ofensas e falta de educação.

Passional, Bernardo provoca paixões e ódio. Para quem gosta de extremos, o meia é um prato cheio. Se o Vasco vive uma fase não tão boa que faça sorrir e nem tão ruim que faça chorar, Bernardo é exatamente o oposto. Sem saber ser medíocre, mediano, arranca os dois com muita facilidade.

Nesta noite, Bernardo deixou escapar um choro diferente ao do clássico contra o Flu, mas não menos significativo. É resultado do extremismo que ele mesmo provoca.

Imprevisível, poderá decidir domingo e chorar mais uma vez. Ou alguém duvida da capacidade dos deuses do futebol escreverem grandes histórias?

Eu não.

Saudações vascaínas! /+/

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