O caminho do Vasco na Libertadores 2018



Nenê seguirá no Vasco em 2018 (Foto: Nelson Costa/Vasco)

O Vasco já conhece o seu caminho na Libertadores 2018. De volta à competição após cinco edições sem disputá-la – a última vez foi em 2012 -, o Cruzmaltino iniciará sua trajetória na 2ª fase, enfrentando o Universidad Concepción, do Chile.

Os chilenos chegam para a disputa após eliminarem seus compatriotas do Unión Espanhola, vencendo as duas partidas – 1 a 0 e 2 a 1. No Campeonato Chileno, porém, a equipe não foi bem, terminando o Torneio Transição apenas na 10ª colocação entre os 16 clubes que participaram – o Colo-Colo foi o campeão. Nas últimas rodadas, a equipe emplacou uma sequência de seis jogos sem vitórias, com quatro empates e duas derrotas.

No ano, foram 34 jogos, 11 vitórias, 14 empates e 9 derrotas.

Individualmente, porém, o time teve um dos destaques da competição. O experiente meia Hugo Droguett, de 35 anos, que acumula passagens também pelo futebol mexicano, colombiano e coreano, foi o vice-artilheiro do campeonato, marcando oito gols em 15 jogos. Foi dele também o gol da vitória sobre o Unión Espanhola, no último jogo, que garantiu o time na Libertadores do próximo ano.

Droguett é peça chave do Concepción (foto: Divulgação)

Passando pelos chilenos, o Vasco terá pela frente Oriente Petrolero-BOL, Universitario-PER ou Jorge Wilstermann. Dois bolivianos e um peruano. O grande adversário, entretanto, poderá ser a altitude.

Já classificado para a 3ª fase, o Wilstermann é quem vive o melhor momento entre os três, surgindo assim como o provável adversário vascaíno em caso de triunfo de ambos. Terceiro colocado no Clausura, com 12 pontos a mais que o Petrolero – 6º colocado entre 12 -, o time venceu seis dos últimos dez jogos, empatou outros dois e foi derrotado apenas duas vezes. O atacante Gilbert Alvarez, de 25 anos, que tem passagem pela base do Cruzeiro, é o grande destaque da equipe-, com 17 gols marcados em somente 24 partidas.

A outra arma da equipe é altitude. O Jorge Wilstermann manda seus jogos em Cochabamba – 2.570 metros acima do mar -, e fez algumas vítimas na Libertadores deste ano, goleando o Peñarol por 6 a 2 e vencendo Atlético Tucumán, Palmeiras, Atlético-MG e River Plate. Este último, por 3 a 0. Na volta, porém, acabou sendo massacrado por 8 a 0, já nas quartas de final da competição.

Brasileiro Alex Silva é um dos pilares defensivos do Wilstermann (Foto: Divulgação)

Pelo lado peruano, pouca expectativa. Apesar da boa campanha no campeonato nacional, onde chegou a emplacar seis vitórias consecutivas, o Universitario se mostrou pouco eficiente em competições internacionais. Na Libertadores deste ano, iniciou na 2ª fase da disputa, mas acabou eliminado dentro de casa pelo modesto Deportivo Capiatá, 9º colocado no Campeonato Paraguaio.

Superando os primeiros desafios, o Vasco entrará no Grupo 5, ao lado de Cruzeiro, Racing-ARG e Universidad de Chile, equipes muito mais qualificadas que as enfrentadas anteriormente.

Campeão da Copa do Brasil, os mineiros são velhos conhecidos dos cruzmaltinos. No último duelo, pelo Brasileirão, inclusive, os cariocas venceram por 1 a 0,no Mineirão, com um gol de Paulão, que deixou o time bem próximo da vaga na Libertadores. Em 98, ano em que os vascaínos conquistaram a taça, os clubes se enfrentaram nas oitavas de final: 2 a 1 em São Januário, de virada, e 0 a 0 em Minas.

Vasco eliminou o Cruzeiro em 98 (Foto: Reprodução)

O Racing, por sua vez, apesar de toda a tradição – foi campeão continental em 1967 -, ocupa atualmente apenas a 14ª colocação no Campeonato Argentino e perdeu um de seus grandes destaques: o jovem Lauturo Martínez, de 20 anos, negociado com o Atlético de Madrid, da Espanha. Porém, ainda conta com os experientes Solari, ex-River Plate, e Lisandro López, ex-Porto, Lyon e Internacional.

Terceiro colocado do Torneio Transição do Chile, a La U conta com alguns velhos conhecidos dos torcedores do Vasco. Além dos veteranos Johnny Herrera, Gonzalo Jara, Beausejour, David Pizarro e Lorenzetti, a equipe conta também com os ex-vascaínos Felipe Seymour, volante que passou por São Januário em 2015, e o centroavante Mauricio Pinilla, que defendeu o clube em 2008.

Pinilla atuou pouco pelo Vasco em 2008 (Foto: Reprodução)

A estreia cruzmaltina ainda não tem data marcada – 30/01, 31/01 ou 01/02 -, mas o caminho já é conhecido. Resta agora dar os primeiros passos.



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