O brilho de Evander na Vila de todos os meninos



Evander marcou seu primeiro gol como profissional (Foto: Marco Galvão/Fotoarena)

Acredito, honestamente, que cada clube carrega uma alma única e intransferível. Há uma identidade estampada em cada fio que tece o manto defendido pelos jogadores. É como se a camisa recebesse um pequeno talho de sua versão original, e dela aflorasse a memória de sua história. Assim como os lugares.

Um estádio de futebol é mais que um espaço destinado ao desporto. É uma caixa de lembranças que carrega o espírito de tudo que ali foi vivido, como se todos os jogos lá disputados tivessem um novo pontapé inicial após cada apito.

O menino que pisa na Vila Belmiro automaticamente tem seus pés abençoados pela grama real. Independente da camisa que ele vista. Foi assim com Bismarck, em 89, com Juninho Pernambucano, em 95, e Morais, em 2006. E agora, com Evander.

Na Vila, a preferência é dos garotos. É como se o estádio tivesse um dom natural para receber o brilho de jovens talentosos. Uma espécie de predestinação.

Evander nunca havia mostrado nos profissionais o que o elevou ao estrelato na base. Até pisar na Vila Belmiro, nesta quarta-feira.

O lar de reis e realezas, viu o menino que costuma ostentar um bigode no melhor estilo Danilo Alvim, o Príncipe, ir às redes pela primeira vez entre os adultos – este foi seu 25ª jogo como profissional.

E não foi qualquer gol.

Evander limpou a jogada com a sutileza de quem afia uma faca antes do churrasco. Com calma e precisão, porém, faminto. A explosão da batida, a velocidade da bola entre o chute e o balançar das redes, não deixou tempo para que o torcedor enchesse os pulmões. Antes do grito de gol, por um breve segundo, o que se ouviu foi o surpreendente silêncio do espanto.

Antes do berro, o suspiro.

Quando menos se esperava de Evander, ele surgiu. Do alto dos seus 19 anos, chutando com a potência de um iniciante, de pernas leves e firmes, e a precisão de um veterano, acostumado com as redes.

Quando Vanderlei aguardou pelo chute do jovem, quem apareceu foi o experiente Nenê e decidiu o jogo. Logo ele, que também já foi menino na Vila. Um sinal de que ela não esquece dos seus garotos.

Evander agora conhece o gosto de ser protagonista nos profissionais. Que o sabor lhe agrade.



  • Jose Ferreira

    ENTÃO ME RESPONDA QUAL O PROBLEMA DE JOGAR SEMPRE ASSIM????????????? ATÉ O NEN CORREU ONTEM, POR QUE DA SEM VERGONHICE CONTRA O VITORIA AO GRADE JOGO DE HOMENS CONTRA O SANTOS??????????

  • Jose Ferreira

    Esse Evander é fraco, precisa dar sustagem pra ele.

  • Dirceu

    O time do Vasco ontem, felizmente, não nos lembrou as apresentações de tantos outros jogos. Parecia que o time havia experimentado uma dose extra de estimulante.
    Mostrou vontade, correu como time grande que não quer jamais ser derrotado, seja lá por quem for.
    Um lindo gol do Evander, mostrou que a vitória estava ao alcance e que se realizaria com a vontade determinada.
    Parabéns ao time, sua garra e a mudança de filosofia. Parabéns ao Evander e que ele tenha sido impregnado pela força de vontade do time de ontem. Qualidades não lhe faltam, mas sim, vontade e raça.
    Voltando ao time, o Vasco precisava de velocidade e ela veio com o Paulinho, o Andres e o Pikachu.
    Mostrou ao Zé, espero, que o caminho é esse, embora considero que fazer uso do inútil e decadente Éder, tendo no banco o Caio Monteiro, é incompreensível.
    Mas comemoremos a vitória em campo e a temporariamente usurpada das urnas honestas, mas que será confirmada pela justiça, pondo fim definitivo à facção podre de nosso clube. Afinal foi um verdadeiro escárnio a manipulação descarada desse decrépito, corrupto e moribundo ditador. Que seu nome seja apagado por todo o sempre da honrosa história do Clube de Regatas Vasco da Gama. Amém!

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