O ‘arco frouxo’ do Vasco



Rafael Silva e Dagoberto são titular do Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

Rafael Silva e Dagoberto são titulares do Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

Arco frouxo, flecha inofensiva. Assim tem sido o ataque do Vasco em 2015. Na teoria, três jogadores para criar e um para finalizar. Na prática, quatro jogadores que pouco conversam entre si.

O esquema montado por Doriva, é o mesmo que o de tantos outros clubes do futebol mundial. Aliás, o 4-2-3-1 é a febre dos anos 2000, porém, vem perdendo espaço nos últimos tempos. Um dos motivos, é a previsibilidade. Se não há uma movimentação intensa dos homens de frente, com troca de posições, ou volantes que cheguem de trás, o time cai no óbvio.

No início do ano, com Montoya aberto na direita, Rafael Silva fazendo o ‘falso 9’, e Bernardo e Marcinho alternando de posição de 10, existia variação nas jogadas ofensivas. Com as entradas de Gilberto e Julio dos Santos, o time perdeu essa mobilidade mais à frente. Não que a culpa seja deles, mas o time mudou e o treinador precisa adaptar o time a estas alterações.

Aliás, a entrada do paraguaio faz muitas vezes com que o Vasco se posicione num 4-3-2-1, perdendo ainda mais sua ofensividade. Lento, não consegue chegar ao ataque com tanta eficiência, deixando essa incumbência com Madson, que é rápido mas pouco efetivo, já que não é nem um finalizador e nem um grande passador.

A culpa não está na ‘flecha’, mas sim no ‘arco’. O trio, hoje formado por Julio dos Santos, Rafael Silva e Dagoberto, é que não faz a pressão que deveria. Pressionar no campo de ataque era uma das características do time, mas as ‘blitzes’ ficaram cada vez mais raras.

Contra o Botafogo, por exemplo, Gilberto roubou a bola e Guiñazu serviu Rafael Silva, numa inversão clara de papéis e também num momento raro nos últimos jogos. Com o arco afrouxando a marcação, coube ao argentino avançar e Gilberto recuar. Deu certo, mas daria ainda mais vezes se feito pelos atletas que deveriam estar ali apertando.

Julio, Dagol e Rafael, precisam se aproximar, tanto para marcar, quanto para criar. Sozinhos, são apenas números posicionados em um esquema. Juntos e em movimento, podem voltar a ser uma linha efetiva.

Para a flecha funcionar, precisa do arco para impulsionar. Tá aí a grande falha para Doriva corrigir. E que seja rápido, já que no Brasileirão cada ponto perdido poderá fazer falta no fim.

/BlogDoGarone
@BlogDoGarone



  • Marco

    Outra coisa que esquecem de comentar, mas faz parte importantissima do assunto, sao as finalizacoes, que estao cada vez mais escassas. Time que nao chuta a gol, nao faz, e o Vasco esta se tornando mestre no passo para o lado, que e cada vez mais inoperante. Talvez crie uma falsa impressao de posse de bola, mas o faz sem resultado efetivo, razao para tao minguados empates. Lembro da ultima contra o Cuiaba, quando o Doriva manda o John Cley para o jogo e o comentarista ainda repete as instrucoes: entra la garoto e chuta pro gol….

  • Matheus Brito

    A entrada do julio dos Santos tornou o meio mais lento mas melhorou sensivelmente o toque de bola. Passe refinado e preciso. Não pode sair. Esse arco voltará a ter força quando o Eder voltar e o Julio Cesar entrar no time. Duas duplas Eder/Madson e Dagol/Julio cesar poderão ser mais efetivas, com o Gilberto centralizado. Mas precisamos de um meia do tipo Diego souza.

  • JORGE SOBRAL

    QUE SERGINHO, MARCINHO, JULIO DOS SANTOS E RAFAEL SILVA, TEM MELHORES NA RESERVA E ATÉ FORA DELA!ELES É QUE DEVERIAM SER AS OPÇÕES NO BANCO DE RESERVAS!
    PROVA DISTO É QUE NA HORA DO SUFOCO OS ATUAIS “BANCÁRIOS” SÃO CHAMADOS, APENAS NOS MINUTINHOS FINAIS DO SEGUNDO TEMPO!TEMPO INSUFICIENTE PARA RESGATAREM AS SUAS DEVIDAS TITULARIDADES!QUEM DESSES JÁ COMPROVOU SEREM MELHORES QUE “BERNARDO” MONTÓYA E TALLES?QUE NÃO TIVERAM TANTAS OPORTUNIDADES QUANTO ESSA “MOLAMBADA” QUE NÃO JOGA NADA!MESMO ASSIM O “DORIVA” SEU FIEL PADRINHO, CONTINUA PREVARICANDO INSISTINDO COM ELES!
    A POSSE DE BOLA DESSES MANCEBOS SE ORIGINA PREDOMINANTEMENTE, APENAS ENTRE A LINHA DA NOSSA GRANDE ÁREA E A DO CAMPO DO ADVERSÁRIO, INCESSANTEMENTE DISPERSIVA, CONTRIBUINDO PARA PARTIDAS SONOLENTAS E DESAGRADÁVEIS AOS OLHOS DA TORCIDA VASCAÍNA!

  • JC

    Marcinho, Júlio dos Santos, Rafael Silva e Yago, talvez sirvam para ficar no banco; o brasileirão vai mostrar isso. Bernardo, Montoya e Tales já tiveram diversas oportunidades e não as aproveitaram, insistir com eles é perda de tempo. Com esse nosso time , escalado da maneira que vemos, inexistem o arco (meio de campo) e flecha ( atacantes), como diz o Garone. A meu ver temos um plantel fraco que somente reformulado ( ainda há tempo) poderá render alguma coisa nessa série “A” que se inicia. Não tenho esperança que passaremos do adversário catarinense (Figueirense/Avaí)na Copa Brasil e no brasileirão ficaremos eternamente sofrendo os 90 minutos por carência de bons atacantes que chutam, todos praticam, apenas, o feijão com arroz ( e olhe lá!). Desse modo vai ficar muito difícil!

    • Desculpe,mas o MONTOYA foi o responsável direto pelos gols feitos pelo Bernardo e Marcinho,quando entrou como titular ;pode até não ter sido brilhante,mas foi eficiente.O que falta ao MONTOYA é alguem que o oriente a jogar mais coletivamente e só partir para o dible,quando não tiver outra opção.porque o garoto é bom,apenas um pouco afobado querendo resolver tudo sozinho;mas se bem orientado pode modificar seu comportamento dentro de campo.

  • Contrata mais, ainda está pequeno o elenco

  • ODILON SILVA = RJ

    A DEFESA GARANTE…………ATE QUANDO?

  • Horlando Rocha

    Garone agora vc falou tudo . É esse o meu ponto de vista . saudações Vascainas.

  • Vejo que alguns ainda pedem contratações;até ai tudo bem,mas contratar por contratar não vai resolver.Tem sim que contratar,mas que contrate jogador que se tenha certeza que vai ser útil,não mais um para inchar a folha de pagamentos.

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