O 3-6-1 de Milton Mendes



Milton Mendes tem tido tempo para trabalhar o elenco (Foto: Divulgação/Vasco)

Milton Mendes tem tido tempo para trabalhar o elenco (Foto: Divulgação/Vasco)

Uma das novidades que o Vasco deverá apresentar no Brasileirão não vem de nenhum reforço, mas de uma alteração tática. No jogo-treino contra o Sampaio Corrêa, do Rio de Janeiro, realizado neste sábado – vitória por 2 a 1 -, Milton Mendes testou a formação 3-6-1, com Bruno Gallo atuando como zagueiro pela esquerda.

Infelizmente, mais uma vez o treino foi fechado para a imprensa, que não pôde acompanhar e nem filmar a atuação do time. Neste caso, fica impossível avaliar o quão assimilado foi este esquema pelos atletas em sua primeira experiência.

Entretanto,  a simples tentativa mostra que o treinador vem buscando alternativas de variações na equipe que vão além de mudanças de nomes.

Os últimos técnicos do Vasco tiveram dificuldades exatamente para propor algo novo. Não apenas na ideia de conceito de jogo, mas também nas variações possíveis dentro de uma partida. Doriva, Jorginho e Cristóvão Borges optaram por formações imutáveis. Os dois primeiros, no início, obtiveram sucesso, mas com o tempo, se tornaram previsíveis.

Implantaram, sem sucesso, um padrão sem variação.

Milton parece já trabalhar para que isso não ocorra com seu grupo, abrindo possibilidades antes de se tornarem necessidades. O 3-6-1 não deve ser o formato base utilizado pelo técnico, que atuou durante o Carioca num 4-2-3-1 com variações para 4-1-4-1 quando tinha a posse de bola, deixando Jean mais fixo na defesa.

O esquema com três zagueiros, porém, poderá ser uma opção importante num campeonato tão longo e com adversários tão diferentes na forma de atuar. Até pela facilidade em se reinventar dentro desta formação, com Gallo podendo avançar para a linha de meio, adiantando os pontas e/ou os meias para se aproximarem do centroavante.

É um esquema camaleão.

Encontrar o encaixe perfeito de acordo com a partida é um trabalho do treinador. Mudar e arriscar, não necessariamente significa improvisar. E Milton sabe disso. Por isso, é importante ensaiar.



  • Luciano Silva

    O bom do Milton Mendes é que não é um treinador preguiçoso . Quando não está trabalhando no time principal vai ver jogos do sub 20 , sem nenhuma vaidade que é peculiar a maioria dos treineiros brasileiros . Quanto as variações táticas nada mais correto do que treinar outras variáveis de acordo com o time adversário . Só acho que ele deva encaixar jogadores inteligentes taticamente e neste contexto o Gallo e o Wagner se encaixam perfeitamente . Pelo que temos no momento o time com qq tática deveria ser : Martim Silva, Gilberto, Rafa Marques , Ricardo , Henrique //Jean(Mattos) , Gallo , Douglas, Wagner // Kelvin e L. Fabiano (Thalles) . S.V

  • Alessandro Louzada

    Jean e Bruno Paulista podem fazer esse “falso zagueiro”, desde que a zaga tenha Ricardo ou Jomar junto do Rafa Marques. Seria interessante o 3-4-3 atacando e 5-4-1. Mas seria necessario dois pontas de muita velocidade que aguentam cobrir os laterais. Ricardo, Marques e Bruno/Jean. Douglas e Bruno/Jean, Henrique e Gilberto abertos. Nene centralizado e Manga/Guilherme/Pikachu/Kelvin abertos.

  • Matheus Tomaz

    A muito tempo sou fã desse esquemas e suas variações. Ver vasco jogar semelhante ao chelsea.

  • PEDRO IVO COELHO CABRAL

    Não da para exigir que jogadores medianos ou ruins atuem em dupla função de acordo com a posse de bola ou o momento do jogo. Jogadores brasileiros são no geral pessoas burras que não tem visão de jogo para conseguir entender como se posicionar quando é atacado e mudar a postura quando está atacando. Conclusão: Não da pra exigir que se jogue como a Juventus ou Chelsea, ou o Leicester do ano passado que são times visivelmente a frente de seus adversários no quesito VISÃO E ENTENDIMENTO DE JOGO, de seu adversário e do momento da partida…. tirando proveito e vencendo seus jogos.
    Juve da aula… mas se daz necessário material humano para fazer ao menoa um arremedo disso… e o Vasco infelizmente não tem. Mas o Mílton sabe disso e espero que não se queime tomando pancada e sofrendo pressão.

    • CARLOS CAETANO

      Chamar os jogadores brasileiros de pessoas burras,não parece muito inteligente,.Não chega a ser burro, mas com análises em tempo e hora desapropriados.

  • campeaode87

    ei euriCÚ vai tomar no KÚ

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