O 0 a 0 disfarçado



Vasco e Palmeiras produziram pouco na partida (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Vasco e Palmeiras produziram pouco na partida (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O 0 a 0 é o placar inócuo do futebol. É um jogo arrastado pelo relógio de maneira formal, protocolar, sem surpresas. Um engodo ao torcedor mais desavisado.

O 1 a 1 entre Vasco e Palmeiras, entretanto, foi um 0 a 0 disfarçado, uma fantasia de feio vestida pelo mal-apessoado. Foi um 0 a 0 maquilado por dois gols tão atrativos quanto um batom transparente ou uma calcinha bege.

Quase uma manteiga de cacau no verão.

Se algum pai precisou colocar seu filho para dormir entre 16h e 18h, não houve horário melhor. Vascaínos e palmeirenses fizeram um jogo tão agitado quanto um torneio de bocha de veteranos após uma feijoada.

Um duelo de irmãos, no Dia dos Pais, onde ninguém queria fazer feio frente à família. Não fosse as defesas se portando como mães, a imutabilidade do placar seria inevitável.

De mais empolgante, apenas o relógio, que rodava com a agilidade de um fim de domingo, sempre com uma marcação intensa e individual. Quem olhou só o tempo perdeu muito pouco do que tivemos em campo, mas sentiu a pressão.

No duelo entre irmãos, as zagas foram as mães entendiadas com a falta de paixão pelo gol. Em erros pontuais, deram à luz aos dois tentos únicos da partida, concebidos através de cruzamentos que deveriam ser inofensivos. Mas não foram.

No Dia dos Pais, nenhum filho saiu chorando.

E nem sorrindo.



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