Números mostram diferenças entre o Vasco de Roth e o de Doriva



Celso Roth está com 100% de aproveitamento em seus dois primeiros jogos (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Celso Roth obteve 100% de aproveitamento em seus dois primeiros jogos (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

A principal mudança no Vasco que o torcedor tanto esperava ocorreu de forma rápida. O time voltou a vencer. Essa, mais do que qualquer outra alteração, era a de maior expectativa. Porém, para mudar o resultado final, o time passou por transformações em sua estrutura.

A chegada de Celso Roth mexeu não apenas na postura tática – do 4-2-3-1 para o 4-4-2 -, mas também na forma com que a equipe ‘joga o jogo’. A posse de bola, tão valorizada por Doriva, virou segundo plano, e os números comprovam isso.

Sob o comando do primeiro treinador, o time trocou 2.828 passes em oito partidas, uma média de 353,5 por jogo. Com a contratação de Roth, esta média caiu para 193,5. Ou seja, o Vasco passou a jogar menos com a bola e tentando definir suas jogadas ofensivas de forma mais rápida.

Gráfico de passes do Vasco no Brasileiro (Fonte: Footstats)

Gráfico de passes do Vasco no Brasileiro (Fonte: Footstats)

O Vasco, que antes sofria com os contra-ataques adversários, hoje é quem força o erro do para tentar marcar. Apesar do número de finalizações, desarmes e cruzamentos não terem tido grandes alterações, é a média de gols sofridos e marcados que mais importam.

Nas duas partidas sob o comando do novo treinador, a defesa, mesmo desfalcada, não foi vazada, e o ataque balançou as redes em duas oportunidades. No esquema implantado por Doriva, a equipe vinha tendo média de 1,6 gols sofridos e apenas 0,37 marcados em jogos do Brasileiro.

Gols do Vasco no Brasileiro 2015 (Fonte: Footstats)

Gols do Vasco no Brasileiro 2015 (Fonte: Footstats)

É cedo para falar se o Vasco de Roth irá mais longe do que o de Doriva poderia ir, mas os 100% de aproveitamento em seus dois primeiros jogos apontam uma clara evolução. Se não no futebol apresentado, ao menos nos resultados obtidos.



  • Reginaldo Rabelo

    Critiquei o Doriva várias vezes – aqui mesmo neste espaço – porque sempre o considerei (a despeito do título carioca) muito confuso e teimoso(insistiu, até sair, com o esquema 4-2-3-1 para o qual o elenco não tinha jogadores adequados: esse esquema exige que a linha de 3 seja formada por jogadores rápidos).
    Além disto, o Doriva quando estava insatisfeito com determinado jogador o tirava do time mas isto não passava de 45/60 minutos. No mesmo jogo acabava retornando com o jogador, como aconteceu várias vezes com o Bernardo, Julio dos Santos e Marcinho.
    No tempo do Doriva, chegava a ser enervante a troca de passes entre Luan, Rodrigo, Guinazu e Júlio dos Santos, sem que a bola fosse para a frente. Quando passava o meio de campo, geralmente era com lançamentos longos dos zagueiros e, na maioria dos lances, com perda de bola para o adversário. Não adianta ter 60% de posse de bola, sem “agredir” (no sentido de atacar) o adversário.
    No jogo contra o Avaí, foram criadas 4 chances reais de gol(antes dos quinze minutos do 1º tempo), só para citar estes, e o jogo podia ter sido mais tranquilo: 1) com 1 minuto e 20, o Riascos recebeu na pequena área e finalizou muito mal; 2) logo após(lá pelos 4 minutos de jogo) o Jhon Cley recebeu uma bola na “cara” do gol e entregou para o goleiro, quando podia ter finalizado chutando forte ou passando para o Riascos que entrava livre na marca do pênalti; 3) em seguida, o mesmo Jhon Cley entrou impedido no rebote da trave(chute do Gilberto) e se fosse menos afoito, poderia ter esperado o momento de ir na bola; 4) pouco tempo depois, houve o gol do Gilberto(onde foi marcado impedimento inexistente do Jhon Cley);
    Portanto, fica difícil não reconhecer a mudança de postura(o que não quer dizer que tudo está resolvido, mas que as coisas clarearam mais) aguardando-se as estreias de Andrezinho(principalmente ele) e Herrera, que deverão melhorar o desempenho ofensivo do time, sem nos esquecermos no retorno do Dagoberto(que foi importante na fase final do carioca), com o que o elenco estará mais efetivo.
    Não concordo, neste momento, com a escalação do Charles(que é inferior ao Jordi) que se mostra muito inseguro(especialmente nas bolas cruzadas).

  • Alexandre F.G.

    O Celso BurRoth é tão temoiso quanto o Doriva… temos que aguardar + alguns jogos para ver realmente até aonde o Vasco poderá chegar… temos que nos lembrar das ocasiões anteriores que ele foi técnico do Vasco (2007 e 2010)… para mim não foi uma boa troca, poderia ter tentado trazer o Gilson Kleina (do Avaí/SC)

  • Hamilton

    O Vasco naum tem que aguardar mais jogo nenhum, tem é que ganhar, jogando mal ou bem. Não adianta ter mais posse de bola e ficar nove jogos consecutivos sem vencer. O Celso Roth é técnico de 1×0 ótimo, nem isso estávamos conseguindo. O que interessa são treis pontos. Depois pensar jogar bem, bonito, valorizar a posse de bola, imitar o Barcelona, no momento a realidade do Vasco é 1×0, suado. Tá de bom tamanho.

    ,

  • LUS FELISBERTO – COPACABANA – RJ

    Enquanto questionamos o fraco rendimento do time dentro de campo, não esqueçam de uma coisa,isso.é reflexo das limitações dos jogadores, onde o grande culpado é quem os contratou. Já caiu no esquecimento, já mudaram o foco, o presidente não falou que o Ronaldinho estava contratado, que ele iria se apresentar na semana passada, então cadê o Ronaldinho porra, não to aqui para aturar isso. Vamos aguardar a próxima enganação, a próxima conversa fiada, só falta 40 pontos, minha calculadora ta aqui.

    • gerson

      NAO FALOU NAO,FALOU NOVENTA POR CENTO E NAO SEM POR CENTO,ENTAO NAO ESTAVA CONTRATADO.

      • Ricardo Wagner

        Sorte nossa que o Dentuço não foi para São Januário.

  • ALEXANDRE

    Também não concordo com a titularidade do Charles. Acho o Jordi mais goleiro, principalmente
    na reposição de bola.
    Sou de opinião também, que o John Cley já teve todas as oportunidades e não aprovou em nenhuma. Não tem condições de ser titular.
    O Cristiano(lateral esquerdo), nem se fala. Ruim na defesa e péssimo no ataque.
    O meu time titular seria: Jordi, Madson, Anderson Salles(mesmo com a volta do Luan), Rodrigo
    Júlio César ou Lorran (Já que vários tiveram muitas oportunidades, é justo que ele também tenha. Afinal, é cria da casa e vem jogando bem nos juniores), Biancutti, Andrezinho, Guinazu e Serginho, Herrera e Gilberto, Rafael Silva ou Talles(Joga a camisa pro alto, o que pegar tá bom. Não sei qual dos três é o pior!)

    • gerson

      DISCORDO O JORDI E MUITO INSEGURO,MAS FIQUE TRANGUILO O MARTIM SILVA ESTA DE VOLTA,ISSO SIM E GOLEIRO QUE TRAS SEGURANÇA.

  • Rafael

    Concordo com o hamilton, o vascão é técnico e time de 1 a 0, então essas vitorias, vindo a acontecer, estará de bom tamanho, q se foda o placar, o esquema,se toca mais a bola, SE JOGA BONITO OU NÃO, tem q fazer esses “felas” terem brio, vergonha na cara e disposição pra vencer……só lembrando q nos dois jogos da semi-final do carioca e na final tmbm foram placares magros(0 a 0 e 1 a 0 contra os mulambos e 1 a 0 e 2 a 1 na final contra o fregues botafogo). O que importa são os resultados positivos. Pra conquistar o Brasileirão, tem que vencer mais que os outros times, independente de goleada ou jogar bonito, se o Vascão vencer mais jogos por 1 a 0, mesmo não conquistando o Brasileirão, mas conseguindo escapar da serie B, já está de bom tamanho pra esse elenco fraco. Até pq pra mudar mesmo, tem que mudar tudo, ate mesmo o atual presidente

  • gerson

    NEM 1 NEM OUTRO OS 2 SAO FRACOS NAO SAO A ALTURA DO VASCO.DA-LHE VASCO.

  • Ricardo Wagner

    A característica do Roth é acelerar o time no inicio e, em seguida, o time cai de produção. Foi assim, se não me engano em 2006 (?), em que o time terminou o 1o. turno acima do meio da tabela e no 2o.,por pouco não caiu para série B. Será que ele mudou? Duvido. Não acredito nele.

    • Alexandre F.G.

      Foi em 2007 Ricardo… chegou a ficar em 3º lugar no 1º turno, mas no 2º turno ficou 10 jogos sem ganhar (senão me engano), implicava com o Conca… resultado, foi demitido e o Conca foi arrebentar no Fluminense

  • ODILON SILVA = RJ

    È CEDO PARA AVALIAR.

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