Nenê: titular ou opção no banco?



Nenê voltou a atuar pelo Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Nenê voltou a atuar pelo Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

A cada partida ruim do Vasco, uma nova porta para Nenê no elenco se abre. Porém, basta o (ex?) camisa 10 entrar em campo que a dúvida segue: merece a titularidade?

Se por um lado nenhum jogador consegue ter a efetividade do meia, artilheiro e garçom do time no ano, falta ao experiente atleta a contribuição defensiva e coletiva que seus concorrentes à vaga possuem. Muda também a forma da equipe atacar.

Nos 36 minutos em que esteve em campo contra o Palmeiras, Nenê tentou 8 cruzamentos, enquanto que Wagner, substituído, buscou apenas três em 54 minutos. Um número excessivo, mas que no fim deu resultado. O gol vascaíno, nasceu exatamente de uma cobrança de escanteio do meia-atacante, desviada por Jean e conferida por Manga.

Foi o único cruzamento certo dos oito tentados. Porém, o suficiente para empatar o jogo.

Previsível, mas eficiente.

Basicamente a dúvida que paira é essa: apostar em uma forma de jogo já esperada, de cruzamentos e bolas paradas, ou manter a tentativa de um time mais homogêneo, de participação coletiva e velocidade, mas que nem sempre encaixa?

Aí é uma decisão para Milton Mendes. Mas há formas de definir sem se decidir necessariamente entre as duas opções.

Nenê tem a individualidade que falta ao time em muitos momentos. Quando o coletivo sucumbe, é o que resta. E é nesse instante que o treinador deve ter o tato de utilizá-lo.

Ao meu ver, as bolas alçadas por Nenê são cada vez mais dispensáveis para 90 minutos, mas fundamentais para momentos onde as penetrações não funcionam, principalmente quando a equipe sai atrás no placar – quase sempre.

Ser titular ou não, então, se tornou uma questão de adversário e situação de jogo, não mais uma certeza, como antes. E pode ser assim, um 12º jogador que às vezes figurará entre os 11, com a 10. Nem oito, nem 80. Algumas vezes, o 20.

Há vida no Vasco sem Nenê. Há também com ele.

Não existe mais uma dependência, o que não significa que o meia não tenha nada para oferecer. Se jogador e técnico entenderem que sua utilização pode variar de acordo com as circunstâncias, o namoro pode ser reatado.



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