Nenê e o toque de Midas



Nenê marcou no empate em 1 a 1 com o Oeste (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Nenê marcou no empate em 1 a 1 com o Oeste (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

No futebol, não há toque mais bonito que o da bola na rede. Ainda que a posse da redonda esteja em alta no mercado futebolístico, guardá-la entre os nós que separam o ópio do ódio segue sendo artigo de luxo na prateleira do torcedor.

Lançamentos e tabelas merecem aplausos, mas só o gol rende placa. E emplaca suas pinturas nos melhores museus. Nenê precisou de apenas 23 segundos para pincelar a sua. E a arte que pinta está longe de ser abstrata. O objeto que representa é o ídolo. Tão concreto quanto correto.

O Oeste tinha o toque do Audax. O Vasco, o toque de Midas. Quando um jogador de Diniz tinha a posse, logo aparecia outro. Quando Nenê recebeu a bola, tratou logo de transformar em ouro.

Nenê tem mais torque em um toque que alguns times em carrossel. Dá mais giro ao motor vascaíno que mil voltas da bola de pé em pé. Faz, individualmente, o que muitos não conseguem no coletivo: definir.

Depender excessivamente de Nenê pode parecer um erro para muitos, mas é também um privilégio para poucos. Os vascaínos que o digam.



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