Não era para ser Expresso



Pikachu substituiu Nenê (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Pikachu substituiu Nenê (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Não era para igualar o Expresso.

Tinha que ser 34, não 35. Para que não ousassem comparar 2016 com 45/46. Corria o risco dos números tamparem a história. Ou ao menos a distorcerem. É melhor deixar como está. Mas que não ignorem o feito. Nem de um e nem de outro.

O Expresso será eternamente uma meta a ser atingida, não uma marca batida. Por tudo, não somente pela invencibilidade.

Depois de mais de sete meses, o Vasco voltou a perder. Para si mesmo, principalmente. Foi derrotado pelos próprios erros, o que não tira os méritos do Atlético Goianiense. Afinal, errar menos também qualidade. E o time de Jorginho errou demais.

A bola só dá quina quando o placar se torna sina. Chute torto ninguém assina. Nem ensina. Mas tem dia que a fita rebobina. E zera. O Vasco zerou. Mas não apagou o que criou.

Sem Nenê, ficou difícil o recorde, mas a série é para recordar. Oficialmente é a maior. Pelo o que se esperava antes do time, é imensa. Superior até aos números.

Foram mais de 200 dias, com 25 vitórias, 8 clássicos e jogos contra os campeões de Brasileiro, Copa do Brasil, Primeira Liga e Paulista. Só não venceu o campeão carioca porque era ele próprio, dos dois últimos anos. Marcou 57 gols e sofreu apenas 19.

A derrota era tão certa quanto a morte. Tão forte que aperta. O peito. De orgulho, apesar de tudo. Poderia ter sido um pouco mais. Mas tinha tudo para ser bem menos.

Todo mundo quer viver um dia a mais. Um acréscimo maior. Um gol salvador aos 48. Um jogo a mais de invencibilidade. Um choro a mais de felicidade. Mas tudo tem um fim.

A sequência agora é página virada, história a ser lembrada. E, se possível, repetida. Mas para isso era necessário uma nova página em branco. O primeiro livro de Nenê e companhia está encerrado. O Vasco agora inicia uma nova história.



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