Muita participação defensiva e poucos gols: o que esperar de Rildo no Vasco



Rildo teve média de um desarme por jogo (foto: Celso Pupo/Fotoarena)

É natural que o termo atacante esteja sempre ligado a palavra gol. No caso de Rildo, porém, é diferente.

Novo reforço do Vasco para a temporada 2018, o jogador chega ao clube após sua melhor temporada como goleador na Série A: apenas seis gols marcados em 34 partidas pelo Coritiba. No ano, foram os mesmos seis. Marca muito baixa para a posição.

Desde que passou a defender equipes da elite do futebol brasileiro – jogou por Vitória, Ponte Preta, Santos, Corinthians e Coxa -, o atacante balançou as redes somente 22 vezes em 208 jogos, segundo dados do site O Gol, obtendo uma média aproximada de um gol a cada 10 atuações.

Por ser um jogador de lado de campo, de velocidade, de armação e não de finalização, é natural que seu aproveitamento seja mais baixo que dos centroavantes. Porém, ao menos no último Brasileiro, seus números na construção de jogadas também foi inferior aos demais atletas da posição.

Rildo terminou o Campeonato Brasileiro com apenas um passe para gol e 19 assistências para finalização. Pikachu, atual titular da ponta direita vascaína – muitas vezes questionado pela torcida -, por exemplo, fechou a competição com três passes para gol e 20 para arremates de seus companheiros, tendo disputados sete jogos a menos. Yago, porém, marcou apenas duas vezes.

No ataque, o que mais chamou a atenção em suas estatísticas foram as faltas sofridas. Sempre buscando o duelo um contra um, foi o terceiro jogador que mais sofreu faltas na competição, 111, ficando atrás apenas de Lucca, da Ponte Preta, e Zé Rafael, do Bahia, e o que mais recebeu pênaltis: seis. O Vasco, em todo o Brasileiro 2017, teve apenas um marcado ao seu favor.

Se ofensivamente o novo reforço vascaíno contribuiu pouco com a bola nos pés, defensivamente foi bastante participativo neste Brasileirão. Foi 4º atacante com mais interceptações (10) e o 6º com o maior número de desarmes (34).

Rildo pode não ser o atacante dos sonhos do torcedor, artilheiro, decisivo, mas é um jogador útil em uma equipe que tenta cada vez mais se tornar coletiva e menos dependente de apenas um jogador – o que por muito tempo aconteceu com Nenê. Apesar de experiente, tem apenas 28 anos e vem de uma temporada em que atuou em praticamente todos os jogos, o que não ocorreu no Corinthians nos dois anos anteriores.

Nas mãos de Zé Ricardo, pode funcionar. Não como salvação, mas como opção.

* Dados do Footstats



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