Moneyball



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‘A sua meta não deveria ser comprar jogadores, e sim vitórias. E vitórias vêm com bases conquistadas’. Essa frase é do filme ‘Moneyball: o homem que mudou o jogo’.

O longa conta a história real de um gerente de uma equipe de beisebol que precisa inovar para superar a falta de dinheiro em caixa. Qualquer semelhança com a realidade do Vasco é mera coincidência.

Para montar um time com pouca verba, Billy Beane, do Oakland Athletics, se junta a Peter Brand, que trabalha com cálculos e estatísticas do jogo. Em cima desses números, montaram um plantel cheio de desconhecidos que quebraria o recorde de vitórias consecutivas em uma temporada.

É claro que são esportes completamente diferentes, mas com objetivos iguais: vence quem fizer mais pontos. E, para isso, os times precisam de ‘pontuadores’. No caso do futebol, jogadores que marquem gols. Não apenas de um goleador, mas de um grupo com capacidade de marcar.

Por exemplo, na ocasião, eles calcularam que precisavam de ‘X’ bases roubadas para marcar ‘Y’ pontos e ganhar ‘Z’ jogos no ano. Com base nisso, contrataram atletas que, agrupados, teriam capacidade para obter estes números, baseado no desempenho estatístico destes atletas e não apenas em achar bom ou não.

Gilberto é o artilheiro do Vasco mas ainda não marcou no Brasileiro (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Gilberto é o artilheiro do Vasco no ano mas ainda não marcou no Brasileiro (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Trazendo isso para o futebol, mais precisamente para o Vasco, a última grande equipe campeã nacional que o clube teve, em 2011, por exemplo, marcou 132 gols. O time rebaixado em 2013, balançou as redes 92 vezes na temporada. Uma diferença grande de 40 tentos.

Numa conta simples, para ficar no meio termo, o projeto vascaíno deveria contemplar um grupo que fosse capaz de marcar algo em torno de 110 gols no ano. Isso para passar sem riscos.

Óbvio que depende da criação, do conjunto, de não sofrer mais gols do que faz… Mas vou me ater aqui a uma conta simples para nos ajudar a avaliar o poder ofensivo da equipe atual.

O trabalho feito, logicamente, é muito mais complexo. Mas fiz o levantamento dos gols marcados por cada jogador do atual elenco cruz-maltino em 2014, para termos noção do que o grupo, na forma que está, poderia – ou pode – realizar na temporada.

GOLS DE JOGADORES DO VASCO EM 2014

Madson – 2 gols
Nei – 0 gols
Jean Patrick – 2 gols
Christianno – 5 gols
Júlio César – 0 gols
Lorran – 0 gols
Rodrigo – 5 gols
Luan – 0 gols
Anderson Salles – 6 gols
Douglas Silva* – 6 gols
Aislan – 0 gols
Jomar – 0 gols
Guiñazu – 0 gols
Serginho – 3 gols
Lucas – 2 gols
Diguinho – 0 gols
Jackson Caucaia – 1 gol
Julio dos Santos – 16 gols
Jhon Cley – 1 gol
Bernardo* – 3 gols
Montoya* – 3 gols
Marcinho* – 5 gols
Dagoberto – 9 gols
Thalles – 10 gols
Riascos – 3 gols
Mosquito – 2 gols
Rafael Silva – 6 gols
Éder Luís – 9 gols
Gilberto – 7 gols

TOTAL: 106 gols
* Jogadores que já deixaram o clube

Julio dos Santos ainda não marcou em 2015 (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Julio dos Santos ainda não marcou em 2015 (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Somando o número de gols de cada jogador em 2014, chegamos a 106 tentos. Porém, o maior goleador no ano passado foi o meia Julio dos Santos, com 16 gols. Nesta temporada, em contrapartida, ainda não balançou as redes uma vez sequer até o momento.

Dagoberto, que vem em seguida, marcou apenas um em 2015 e agora se recupera de lesão. Éder Luís voltou recentemente, ainda não reestreou mas também contribui para esse número que parece próximo do ideal e não é.

Ou seja, o trio Éder/Julio/Dagol, em 2014, fez 34 gols. Este ano ainda não atuaram juntos, dois estão entregues ao departamento médico e apenas um tento foi marcado.

Excluindo os três, que não vêm rendendo o esperado ou sequer estão jogando, o número de gols cai para 72. É quase a metade daquele elenco campeão da Copa do Brasil e 20 a menos que o grupo que acabou rebaixado há duas temporadas.

Claro, são números variáveis a cada ano e que não refletem uma verdade absoluta, mas nos ajuda a ter uma noção dos problemas enfrentados pela equipe em 2015. Até agora, foram 44 gols em 33 jogos, uma média de 1,3 por partida.

Com pelo menos mais 33 jogos pela frente – 31 no Brasileiro e 2 pela Copa do Brasil -, caso mantenha a média, chegará apenas ao total de 88 gols no ano. Cinco a menos que em 2013, ano do último rebaixamento.

Talvez seja melhor dar uma olhadinha em ‘Moneyball’ antes que o ‘Inferno de Dante’ se instaure de uma vez e o ‘Poderoso Chefão’ tenha que assistir mais ‘Um corpo que cai’, deixando ‘Rastros de Ódio’…

Já está ficando ‘Todo mundo em pânico’!



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