Mil vezes Romário



Romário mil gols
Romário não era marrento apenas por causa das frases polêmicas, do brinquinho, da bandana ou pela forma relaxada de andar. Romário era o ‘rei da marra’ porque cumpria o que falava, e isso irritava seus críticos. Missão dada era missão cumprida para o Baixinho, ainda que o objetivo fosse traçado por ele mesmo.

Há oito anos, ele marcava o seu milésimo gol na carreira. Na sua conta, na minha, na dele ou na da FIFA, pouco importa. Certamente é mais gol do que você conseguirá ver.

Aliás, que fossem apenas sete: os dois das Eliminatórias de 93, contra o Uruguai, e os cinco na Copa do Mundo de 94. Estes já seriam suficientes para tornar Romário imortal, mas ele sempre quis mais.

Romário fez mais do que precisava para se tornar um dos maiores, mesmo sendo um dos ‘menores’. Pequeno em altura, mas gigante em competência. ‘Mil gols’ é uma marca apenas simbólica, para aquele que entrava em campo para encarar um Villa Rio com a mesma fome de balançar as redes que tinha pelo Barcelona, ao enfrentando o Real Madrid.

Garrincha via ‘Joões’, Romário só via a rede.

O gênio da camisa 11 não foi parado pelo ‘futebol moderno’ ou pelo surgimento de um novo craque. Romário parou quando viu que não poderia ser mais Romário. Nada mais Romário do que isso.

Ser menos, é algo que aquele ‘falso baixinho’, que vencia gigantes suecos na impulsão, jamais poderia aceitar, ainda que fosse melhor que a grande maioria, aos 41 anos de idade. Se precisasse, estaria aí até hoje, balançando as redes sempre bem colocado e sem firula.

Nos pés de Romário, até o bico ganhou um toque especial.

Igual, nem em mil anos. Muito menos em mil gols.

Valeu, ‘peixe’!

/BlogDoGarone
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