Maior erro do Vasco está na falta de planejamento para o Brasileiro



Vasco faz um péssimo Brasileiro (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Vasco faz um péssimo Brasileiro (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

O Vasco se programou para três meses do ano. E só. A meta era vencer o Carioca no início do ano e ter um ano tranquilo, com o fim de um amargo jejum e vitórias sobre os rivais. Até aí funcionou, mas a diretoria se esqueceu que haviam ainda outros nove longos meses e outras 17 equipes para encarar no Brasileiro. Não bastava ser apenas o ‘melhor do Rio’.

O planejamento para o Estadual deu certo. Mesmo sem estrelas, o elenco estava 95% montado já na pré-temporada – apenas Gilberto e Dagoberto chegaram no decorrer do campeonato -, dando tempo suficiente para Doriva dar um padrão ao time. Existia até então uma linha a ser seguida, tanto de contratações para o elenco quanto no desempenho tático.

Havia sido estabelecida uma diretriz, seguida e que culminou no título Estadual. A conquista mostrou que o clube caminhava na direção correta e todos esperavam o segundo passo: ao menos três contratações de peso e algumas outras pontuais para o Brasileiro. Mas vieram apenas Diguinho e Julio César de imediato.

Parecia que o Vasco iria economizar no 1º trimestre para reforçar na principal competição. Errado.

O título parece ter relaxado a diretoria, que demorou para se movimentar em busca de reforços, certa de que aquele grupo, campeão carioca, seria capaz ao menos de brigar no meio da tabela. Porém, os primeiros jogos mostraram o contrário.

Mesmo sabendo que a chance de perder Martin Silva na Copa América era imensa, não tratou de trazer um outra opção para posição e Charles, reserva nos juniores em 2014, teve que ser utilizado. Assim como também não previu que poderia perder Luan e Rodrigo em alguns jogos, dispensando Douglas Silva, e tendo que usar Jomar e Aislan, que não atuavam desde o ano passado. Até mesmo Bernardo e Marcinho, que já haviam oscilado no Carioca, ficaram sem substitutos.

Ou seja, ao invés de se reforçar, perdeu peças para o campeonato e começou a correr contra o tempo. Daí pra frente, foram mais tropeços do que passos largos. Mudou treinador, esquema, o time… Tudo o que começou a ser feito no início do ano foi por água baixo.

No desespero, começou a contratar de forma atabalhoada e usar estes reforços mesmo sem condições de jogo. O Vasco entrou numa espiral perigosa e que parece estar longe de um fim. Dispensou Gilberto, artilheiro do time, e trouxe Herrera. Esperou o camisa 9 ir embora para acertar com um jogador de velocidade que atuar pela beirada do campo – Jorge Henrique. Demorou o 1º turno inteiro para trazer o camisa 10 – Nenê – tão esperado desde o Carioca.

No total, oito atletas chegaram no meio da competição. A maioria deles de renome, como os já citados.

O elenco de hoje, se montado no início do ano e com uma sequência, dificilmente estaria na situação atual. Não com 13 pontos em 21 jogos. E a classificação na Copa do Brasil mostra isso. Sem o peso da bagagem do Brasileiro, a equipe consegue fazer partidas mais consistentes. Pressionada, mudam os nomes mas não o problema.

O time que era para estar pronto em junho/julho, chega a setembro ainda sendo reformulado, com novos jogadores chegando, outro treinador, uma metodologia diferente… O planejamento do Vasco – se há – realmente parece ter sido feito para 2016 e não para o Brasileiro de 2015.



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