Luis Fabiano e a intimidade do gol



Luis Fabiano fez o gol da vitória do Vasco sobre o Bahia (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Luis Fabiano fez o gol da vitória do Vasco sobre o Bahia (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Certos momentos precisam de intimidade. Possuem a necessidade de serem saboreados a dois, apenas. O gol de número 400 da carreira de Luis Fabiano foi assim: ele e a rede, mais ninguém.

Apesar dos olhares de mais de 19 mil torcedores presentes a São Januário, o tento foi a simbiose de duas espécies que vivem constantemente em harmonia: o artilheiro e a malha branca que a bola chama de lar.

Só existe gol fácil para quem sabe fazer. Aos que só conhecem por nome, até o verde do gramado atrapalha. Não é o caso de Fabuloso. Mas ele queria privacidade. E Jean não a dava.

Por duas vezes o goleiro do Bahia parou o centroavante. Na primeira, de forma humana, espalmou sua cabeçada. Na outra, usou do ocultismo para frear o arremate do atacante em seu contrapé.

Fabuloso, porém, reservou um momento íntimo para balançar as redes pela 400ª vez. Só ele e o gol, como numa noite de núpcias. Neste caso, uma manhã.

Antes, entretanto, deixou Pikachu livre para abrir o marcador. Fez o papel de garçom que deveria ser de Nenê, que acompanhou do banco pela primeira vez a atuação do time.

De toda dificuldade que Luis Fabiano possa ter em razão da idade, a perda de olfato ainda não é um dos problemas. Foi pelo cheiro que o camisa 9 se posicionou próximo à trave oposta em que Kelvin finalizou.

Enquanto uns procuram a bola, Fabuloso só visa o gol. E perto dele ficou, empurrando de forma quase que amigável para marcar o segundo do Vasco. Foi como se não quisesse machucar a rede, já tão castigada por ele nestes quase 20 anos de carreira.

Amizade que os vascaínos esperam que seja duradoura e intensa durante este Brasileiro. Que seja fabulosa.



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