Luan, a alma solitária



Luan marcou o segundo gol do Vasco (Foto: Cléber Mendes/Lancepress)

Luan marcou o segundo gol do Vasco (Foto: Cléber Mendes/Lancepress)

Não foi bonito. Aliás, não tem sido. Faltou, mais uma vez, Vasco. Em um campeonato que deveria sobrar. O coletivo do Carioca precisa de corretivo. Na B não tá fluindo. Tá ruindo.

O Vasco matou o jogo em dois lances: na matada de Nenê e na mitada de Luan, que veste o manto – novo ou velho – como um garoto na pelada de domingo. Orgulhoso e determinado.

A bola, que voava sem direção em São Januário, foi acolhida pelo camisa 10 na ponta da chuteira. Como quem coloca um bebê no berço. Depois de Thalles brigar por ela, Nenê a acalmou. Como se tivesse um travesseiro nos pés, amorteceu-a, deu afago e de biquinho, assim como num beijo carinhoso, a guardou em seu lugar. O gol.

O placar se igualaria, não fosse por Luan. Torto, mas não morto, acertou a trave de Jordi. Vivo, não absorto, teve forças para agir. Acreditou num final diferente que não o balançar de suas redes. E deixou-a intocada.

Luan desarmou porque não desalmou.

O zagueiro foi uma alma quase solitária num grupo que tinha seu ponto forte na união, não no unitário. Essa arma parece ter se perdido. A alma também.



  • Egberto Casazza

    O Jorginho não está conseguindo acelerar o pessoal mais velho do elenco. Jogam com mta calma, por vezes lerdeza. Os 10 min. finais do jogo de ontem foram irritantes. Exatamente como vc disse Garone, não foram Vasco. A solução é colocar a molecada, mas na sua posição de origem. Pikachu, Henrique, Evander e Caio Monteiro devem ser titulares. Acho que darão outra pegada ao time. Fora que o Talles fazendo pivô, como no gol do Nenê, é mto mais útil que o Leandrão distribuindo pancada. Muda Jorginho, precisaremos de talento e entusiasmo ano q vem. Com J. Henrique, Júlio César e Júlio dos Santos é luta pra não cair mais uma vez.

    • Nelson

      Precisamos de um treinador corajoso e que saiba trabalhar com jogadores da base. Cadê o Matheus Vital, emprestaram o Matheus Índio, Renato Kaiser. O time tem jogadores com idade muito alta que não conseguem manter o mesmo ritmo durante a partida. Precisamos valorizar os jogadores mais jovens.

  • Marco

    Muito agradecido, pensei que estava ficando maluco ja que parece que sou um dos poucos que defende o Thalles no lugar do Leandrao. Me parece mais jogador. Consegue fazer o pivo, e quase sempre ganha ajeitando para que vem de frente. Consegue triangular e tabelar com os companheiros, puxar os zagueiros para fora da area, cair pela laterql para abrir espacos, etc. Sem Madson (Pikachu), Andrezinho e Nene, ja vejo um time mais fechado contra o Luverdense, provavelmente com Diguinho e Jorge Henrique ou Julio dos Santos. O problema sera o Rodrigo. Sera que vao botar o Rafael Marques, ou voltar com o Aislan. Acho que mamtem o Thalles, e Caio Monteiro entra na metade do 2nd tempo.

  • Alessandro Louzada

    Incrivel como Jorginho insiste em um meio campo aberto. Mattos e William seria o meio campo ideal, com dois volantes-volante poderia colocar dois laterais ofensivos, Henrique e Pikachu, poderia manter o 4-2-3-1 com Caio e Eder pelos lados e Nene centralizado, ou entao o 4-1-4-1 com apenas Mattos de Volante, mas com Fellype Gabriel e Andrezinho ajudando na marcacao, Nene e Caio, Thales na frente.

MaisRecentes

Caio Monteiro marca seus primeiros pontos no Troféu Ademir Menezes



Continue Lendo

A zona vascaína



Continue Lendo

O ‘novo’ Nenê



Continue Lendo