Luan, a alma solitária



Luan marcou o segundo gol do Vasco (Foto: Cléber Mendes/Lancepress)

Luan marcou o segundo gol do Vasco (Foto: Cléber Mendes/Lancepress)

Não foi bonito. Aliás, não tem sido. Faltou, mais uma vez, Vasco. Em um campeonato que deveria sobrar. O coletivo do Carioca precisa de corretivo. Na B não tá fluindo. Tá ruindo.

O Vasco matou o jogo em dois lances: na matada de Nenê e na mitada de Luan, que veste o manto – novo ou velho – como um garoto na pelada de domingo. Orgulhoso e determinado.

A bola, que voava sem direção em São Januário, foi acolhida pelo camisa 10 na ponta da chuteira. Como quem coloca um bebê no berço. Depois de Thalles brigar por ela, Nenê a acalmou. Como se tivesse um travesseiro nos pés, amorteceu-a, deu afago e de biquinho, assim como num beijo carinhoso, a guardou em seu lugar. O gol.

O placar se igualaria, não fosse por Luan. Torto, mas não morto, acertou a trave de Jordi. Vivo, não absorto, teve forças para agir. Acreditou num final diferente que não o balançar de suas redes. E deixou-a intocada.

Luan desarmou porque não desalmou.

O zagueiro foi uma alma quase solitária num grupo que tinha seu ponto forte na união, não no unitário. Essa arma parece ter se perdido. A alma também.



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