Leandrão e a vingança do camisa 9



Campeonato Brasileiro - Ponte Preta x  Vasco

Leandrão encerrou com o jejum vascaíno (Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

Toda camisa, todo número, carrega um peso diferente. No caso do 9, a obrigação de estufar as redes.

Quem a veste tem que ter uma percepção diferente do jogo, um faro fino, os olhos vivos e uma imã que o atraia para o ‘ponto G’ futebolístico. O gol.

Em tempos em que o ‘falso 9’ está em alta, ser um nove típico é quase um ato de saudosismo. Nessa linha, Leandrão deveria ‘jogar em preto e branco’, ser narrado apenas em rádio, ou então pelo ídolo Januário de Oliveira.

Leandrão é chuteira preta – mesmo de verde -, cara de mau e cabeça raspada. Leandrão ‘é cruel, muito cruel’!

Às vezes parece zagueiro. Às vezes prece de artilheiro. Leandrão não dribla, chuta. Não ginga, empurra. Leandrão não brinca, faz. É o feio eficiente. Ao menos nesta noite foi.

Foi o primeiro gol de Leandrão pelo Vasco. Pode até ter sido o último. Mas foi o da esperança, do improvável, da surpresa positiva que o time ainda não havia dado ao torcedor neste Brasileirão.

Leandrão vingou os verdadeiros noves, tão preteridos pelos falsos. Chegou desacreditado, num Vasco desesperançoso e colocou, de direita, no cantinho, como manda a cartilha do centroavante, uma gota de fé.

O grito de gol da torcida só não foi mais alto que o de ‘ufa’ após o apito final. Gritos que a tempos o torcedor vascaíno não soltava. Leandrão garantiu os dois, com a simplicidade de um 9. Uma voltinha e uma perninha, como a tia ensinou. Certeira!



  • Wellington Supriano

    Difícil ta sendo aguentar Herrera e Riasco. Principalmente o colombiano, ele já mostrou que pode render mais do que está rendendo. E sobre Leandrão, é isso aí mesmo, fazendo o simples ele pode ir longe.

  • Odil Souto

    O LEANDRÃO ME LEMBROU O VAVÁ DOS BELOS TEMPOS!!!

  • Claudio

    O resultado foi bom, mas a Ponte facilitou com a expulsão; ainda falta muito para esse time entrosar, a cada jogo muitas mudanças e complica, estão muito tensos.

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