Jorginho precisa definir o ‘novo Vasco’



Douglas tem sido o destaque do time (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Douglas ganhou a posição e tem sido o destaque do time (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Martin Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Júlio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos. O time do Vasco campeão carioca no início do ano estava na ponta da língua do torcedor. Um 4-4-2 clássico, com o meio-campo em losango, mas com variações durante os jogos para o 4-1-4-1, segurando Mattos e abrindo Nenê na ponta direita e Jorge Henrique na esquerda. Em outras, adiantando o camisa 10 e recuando JH.

Por mais que o time – o elenco – tivesse muitas limitações técnicas, se superava taticamente. Ainda que em dias pouco inspirados, a organização supria a falta de criatividade e, no fim, conseguia o triunfo. Assim ficou 34 jogos sem perder. Por ter um padrão, até mesmo nas piores atuações, não se expunha defensivamente. Garantia o 0 a 0 e, quase sempre no individual, conseguia o 1 a 0.

No ano, até a derrota para o Atlético Goianiense que encerrou a série sem derrotas, a equipe havia sofrido mais de um gol em apenas duas partidas das 29 que havia disputado. Nas últimas 20, sofreu dois ou mais gols em dez. Muitas vezes por erros de posicionamento na marcação. É comum ver os jogadores correndo atrás da marcação por estarem mal colocados.

O Vasco hoje é bem diferente. Desde que perdeu a invencibilidade, Jorginho não colocou em campo duas vezes seguida a mesma formação. A equipe sempre foi alterada de uma partida para a outra, seja por opção do treinador, convocação, lesão ou suspensão.

Neste período, 28 jogadores foram escalados como titulares. Bem mais que dois times – quase três. O único que teve apenas uma chance de iniciar um jogo foi o jovem lateral-esquerdo Alan Cardoso, todos os outros 27 foram utilizados mais de uma vez na equipe titular.

Porém, mais do que alterar as peças, Jorginho tem mudado as funções. Pikachu já foi lateral, meia e atacante. Ederson já jogou aberto e centralizado. Douglas já foi primeiro volante, segundo e meia de criação. Caiu pela esquerda e pela direita. Andrezinho girou por todas as posições do meio-campo. Atuou com um, dois e três volantes. Com e sem centroavante. O time já jogou no 4-4-2, variou para o 4-1-4-1, testou o 4-2-3-1 e segue indefinido.

Os testes, que eram necessários até pela chegada de reforços, foram feitos. Mas agora é o momento de Jorginho definir o seu Vasco, ainda que seja – novamente – taxado como teimoso. É o momento de confiar no próprio taco e bancar o que acha ser o melhor para o time. Principalmente taticamente.



  • Dirceu

    Mais um justo e correto comentário seu.
    Adiantaria que nosso “técnico” já teve o tempo necessário para a definição de um esquema tático para o time do Vasco, recentemente contanto com 18 dias de paralização e mais uma semana inteira na semana passada.
    Ele, simplesmente, não treinou esquema algum. A prova é que não funcionou e ele fez uma bagunça total, um samba do crioulo doido, no segundo tempo da partida com o Goiás, referendando, assim, a sua incapacidade técnica.
    É preciso buscar um plano B, imediatamente. O tempo perdido é precioso e pode fazer falta para a nossa volta à série A.
    Clareza e coragem e o que os dirigentes do Vasco precisam neste momento.

  • Marco

    Realmente e dificil entender o que Jorginho vem querendo. Trocar Mattos por Diguinho, so faz sentido se Mattos estiver suspenso ou machucado. Nao que seja genio ou qualquer coisa assim, mas com Mattos a defesa fica mais protegida, como ja ficou provado nos ultimos jogos sem ele. Rafael Marques nao e de todo mal, mas nao faz sombra a Jomar, que Jorginho teimava em deixar no banco, independente de qual zagueiro estivesse fora. Imediato de Luan tem que ser Jomar, e se Rodrigo estiver fora, talvez continue com Jomar na esquerda como contra o Goias. Agora, minha maior diferenca com a maioria dos que aqui comentam: Ederson da melhor resultado se tiver um Thalles na frente, que tambem funciona melhor como pivot. Junior Dutra (nova cisma do Jorginho), talvez por falta de ritmo, ate agora nao justificou estar em campo. Douglas foi o achado na Serie B para o Vasco atual, e futuro; mas como comeca a aparecer bem, que se cuidem, ou melhor, cuidem dele, antes que se va. Madson e Pikachu, e outra discussao feia. Madson pode nao ter feito gol pelo Vasco desde que chegou, mas tem produzido muito mais para o time que pikachu como lateral, que ja provou funciknar mais como meia atacante que lateral. Assim, Martin, Madson,

    • Alessandro Louzada

      Concordo quando diz que Ederson rende mais com um Pivo do seu lado, mas nao foi assim que apareceu no Atletico PR. Ataque era Ederson, Cirino e Everton(Os dois que estao no flamengo) Tinha MUITA movimentaçao entre eles, alem de ter Paulo Baier pra fazer lancamentos. Thalles nao sera titular em time algum, jogador que nao mostra comprometimento com a camisa, n merece ser titular. Time ideal é o que vai a campo hj, so trocaria Julio Cesar por Alan, garoto entrou bem e merece chances. Nene com muita liberdade ofensiva e pouca obrigacao defensiva, ja que temos Mattos, Douglas e Andrezinho no meio. Ideal era ter Riascos, assim seria Ederson e Riascos no ataque, Nene e Dutra(time mais ofensivo) Andrezinho e Douglas como volantes, caso queira time mais defensivo troca Dutra por Mattos e adianta Andrezinho perto do Nene e Douglas fazendo segundo volante. Se Jorginho mantiver essa base, teremos um bom elenco ano que vem, apenas precisando de poucas contrataçoes e subindo a garotada da base de uma vez, ja que tiveram chance nos profissionais, desceram pro Sub-20 e estao arrebentando, Evander, Pet, Caio e Hugo.

  • Jorge Willian

    Concodro. Exatamente isso que eu falo sempre. Desde o mês de junho eu falo isso. Jorginho desfez um time que estava todo bem montado e equilibrado.

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