Jorginho e Zinho, os nomes certos para as posições erradas



Jorginho é o novo técnico do Vasco (Foto: Divulgação/Site do Figueirense)

Jorginho é o novo técnico do Vasco (Foto: Divulgação/Site do Figueirense)

O Vasco precisava de um Jorginho. Na lateral direita, acertando cruzamentos para um centroavante artilheiro, não como treinador. Aquele camisa 2, campeão do Brasileiro e da Mercosul em 2000 pelo Cruz-Maltino, cairia como uma luva no time vascaíno. Se tivesse um Romário no ataque, melhor ainda. Mas, infelizmente, não é o caso.

O Jorginho técnico, até hoje, não mostrou nada além do óbvio. Nada que justificasse imaginar que um time comandado por ele fosse capaz de conquistar 11 vitórias em 19 jogos. Aliás, poucos seriam – ou são – capazes de tal façanha. De duas, uma: ou o Vasco abandonou de vez a luta para não cair ou mais uma vez erra ao escolher seu comandante.

Zinho vem junto, mas não para vestir a camisa 10 – uma pena. Estas duas posições seguirão carentes enquanto o Vasco aposta em grandes jogadores do passado para resolver, fora de campo, problemas do presente. Assim como Jorginho, o ex-meia tem suas maiores realizações obtidas dentro do gramado e não fora. O nome certo, mas no tempo e na posição errada.

Aconteça o que acontecer, Jorginho e Zinho não serão os responsáveis pelo fracasso. Com meio campeonato desperdiçado e várias rodadas largadas ao comando – ou a falta dele – de Roth, não há nome certo para operar milagre.

Jorginho não tem a obrigação de salvar o Vasco do rebaixamento, mas sim de mantê-lo lutando em pé, como um urso. Se o pior acontecer, não será por demérito seu, mas sim de seus antecessores. E esse é o pensamento que deve ter, o de trilhar um novo caminho daqui pra frente, independente do momento atual. Dar nova vida ao clube é a maior missão.

Tentar recuperar um elenco que parece ter morrido de véspera será o seu grande desafio. Transformar isso em esperança e vitória, será a batalha final. Piorar o que já está péssimo, parece improvável. Cair de pé talvez seja o último alento da torcida…

Porém, quem sabe, no meio do caminho, não seja possível sonhar com um panorama mais positivo. Mas agora, almejar algo maior que uma vitória na próxima rodada parece ser um abuso do otimismo.

Assim como na virada histórica sobre o Palmeiras, na final da Mercosul, Jorginho está num Vasco que vai para o intervalo sendo goleado, procurando desesperadamente por um milagre. Porém, sem Juninho Paulista, Romário, Euller, Viola e Juninho Pernambucano.

Como treinador, estes serão os principais ’45 minutos’ de sua carreira. Se conseguir chegar até o final…



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