Involução do Vasco assusta mais que lanterna



Até Guiñazu caiu de rendimento após a chegada de Roth (Foto: Fernando Menezes/ Fotoarena / LANCE!Press)

Até Guiñazu caiu de rendimento após a chegada de Roth (Foto: Fernando Menezes/ Fotoarena / LANCE!Press)

O Vasco perdeu mais uma, 1 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro. Um resultado comum, fora de casa, contra um grande adversário. Até aí tudo normal, se não fosse mais uma péssima atuação da equipe cruz-maltina sob o comando de Celso Roth.

Pior do que cair para a lanterna do campeonato, é a nítida e clara involução do time nas mãos do treinador. Em 12 jogos, foram 12 escalações diferentes e cinco formações táticas distintas. Tudo que foi feito durante a pré-temporada e o Carioca com Doriva foi deixado de lado, jogado a escanteio como se fosse inútil, e não é. O elenco do 1º semestre era ainda mais limitado que o de hoje, mas tinha o princípio básico de uma equipe: organização tática.

Por mais que sofresse com a falta de criação, o time de Doriva sabia exatamente até onde podia ir, conseguia manter a posse de bola, conhecia suas limitações e tentava extrair o melhor de cada um para vencer como grupo. Com Roth é diferente. Não há padrão, toque de bola ou movimentação conjunta. É, literalmente, um Deus nos acuda do início ao fim.

O Vasco teve 10 dias para treinar e mesmo assim, em dois jogos, não conseguiu apresentar uma jogada trabalhada sequer. Pior, treinou lançamentos diretos com os zagueiros e volantes. Aprimorou o erro ao invés de gerar acertos.

Estar em último é ruim, mas não mostrar uma pitada sequer de melhora é o que mais assusta. O time não evolui, regride.

Um a zero foi muito pouco para o primeiro tempo que o Peixe apresentou. O gol de falta, para quem não viu o jogo, deixa a falsa impressão que saiu ao acaso. Mas não foi. Os vascaínos levaram um passeio de Lucas Lima, Geuvânio e cia. Passaram mais sufoco em 45 minutos do que em 90 contra os outros grandes de São Paulo. Sorte dos vascaínos terem Martin Silva no gol, o único dos onze a jogar algo parecido com futebol.

Talvez por ser o único a não ser posicionado pelo treinador…

O time de Doriva era um ‘feinho’ arrumado, simpático, gente boa. Incomodava pouco, mas conseguia fazer seus golzinho, ainda que em bolas paradas. Com Roth, parece um ‘bicho’ que acabou de acordar de ressaca, completamente perdido, em busca de uma garrafa d’água, tropeçando nas próprias pernas, num quarto completamente desconhecido.

Os danos causados pela passagem de Celso talvez sejam irreparáveis a curto prazo, mas é necessário tentar. Continuar da maneira que está seria um erro ainda maior.



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