Hoje não! Hoje não! Hoje sim…



O Vasco sofre... (Foto: Alan Morici/LANCE!Press)

O Vasco sofre… (Foto: Alan Morici/LANCE!Press)

Escrever sobre o Vasco, atualmente, tem sido um exercício constante de criatividade. Como pinçar algo novo em uma coisa que não muda, que repete o mesmo roteiro em todos os jogos? É previsível o que acontecerá em campo.

Nenhum vascaíno vai se empolgar se eu disser que o time fez um bom primeiro tempo e que mostrou uma evolução, principalmente em relação ao futebol apresentado contra o Palmeiras. Isso porque, no fim, o resultado foi o mesmo: mais uma derrota acachapante.

Ninguém vai comemorar o fato de Jean Patrick ter tido uma boa atuação na vaga de Madson, antes do time degringolar, se na jogada que ele precisava ter desarmado Elias não conseguiu e Renato Augusto abriu o placar.

Quem vai abrir um sorriso por Jordi não ter falhado nos gols, se no fim a rede fora estufada da mesma maneira?

E daí se foi ‘cagada’ – como disse o próprio zagueiro após a partida – de Gil o segundo gol corintiano? A bola entrou. Já a do Vasco, nem com reza braba.

Luan voltou? Ótimo! Mas o tão falado respeito dos adversários e os pontos no campeonato ainda não. E aí, o que era mais importante?

Antes do jogo, até mesmo um simples empate parecia algo utópico, mas a boa atuação na etapa inicial tornou o ‘sonho’ possível. O torcedor cruz-maltino, que pouco esperava, se animou e passou a acreditar na equipe. Assim como fez no último fim de semana, ao lotar São Januário.

Porém, mais uma vez terminou a noite decepcionado, com aquele sentimento de ‘Hoje não! Hoje não! Hoje sim…’.

Não pela derrota, mas por mais uma vez ver seu time se entregar. Não foi um golzinho que saiu nos acréscimos após muita pressão ou um gol sofrido em lance de bola parada, foi – mais uma vez – uma goleada arquitetada em 30 minutos.

É sofrer o primeiro tento, assistir o desespero tomando conta do time, que fica como um grupo de formigas que têm seu caminho cortado, e aguardar a enxurrada de gols do adversário. É como se o ‘efeito 7 a 1’ tomasse conta do Vasco cada vez que seu goleiro é vazado. Foi assim contra Atlético-MG, Cruzeiro, Ponte, Palmeiras e agora Corinthians.

Psicologicamente, a equipe já parece rebaixada, só aguardando a pá de cal. E isso fica nítido cada vez que sai atrás no placar – quase sempre. Uma postura bem diferente de 2008 e 2013, quando brigou até o fim.

Hoje, não esperam nem o apito final.



MaisRecentes

Mortal



Continue Lendo

Vasco tem mais lesões do que vitórias em 2018



Continue Lendo

Não é azar



Continue Lendo