Guiñazu, o ídolo que não precisa ser craque



Guiñazu fez uma excelente temporada pelo Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco)

Guiñazu fez uma excelente temporada pelo Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco)

Ídolo: objeto de adoração que representa materialmente uma entidade espiritual ou divina, frequentemente atribuída a ele poderes sobrenaturais ou a propriedade de permitir uma comunicação entre mortais e o outro mundo. No Vasco, Guiñazu é esse cara.

Ele tem o poder de levantar o time e a torcida com uma jogada simples, como um carrinho ou um pique. É o elo de ligação entre nós, mortais, e a verdadeira essência do Vasco, de batalhas e entrega. É a representação do que é ser vascaíno.

Para ser craque é preciso habilidade, faro de gol. Mas para ser ídolo, é necessário ganhar o respeito. São coisas diferentes.

O cabeça de área não fez gols, não conquistou títulos ou sequer conseguiu um drible desconcertante. Mas se impôs, liderou e muitas vezes não deixou que a equipe se entregasse. Se não fosse sua garra e determinação, talvez hoje não teríamos o acesso.

Guiñazu está longe de ser aquele ‘volante moderno’, que chega à frente com qualidade e blá blá blá. Mas o argentino também não passa nem perto da ideia de ‘brucutu’ que alguns tentam vender por aí. Não há um só bola no meio de campo do Vasco que não seja abençoada pelos seus pés antes de seguir em frente. Posse nossa? Toca no Guina. E ele faz girar.

Até entendo que os torcedores dos outros clubes não o achem tudo isso, afinal, jogar contra ele deve ser insuportável. E quando o adversário não gosta, é sinal de que o serviço vem sendo bem feito. Só não gosta dele quem nunca o teve em seu time. Sorte a nossa!

Guiñazu não pede a bola, ele a pega pra ele. E não adianta você tocar para o lado, porque ele vai atrás. Não para ele fazer um gol, mas para que algum companheiro o faça. Ele não tem essa vaidade. Faz pelo time. Faz porque tem que fazer e pronto. Em campo, parece querer a bola mais que qualquer um. E quer!

Aos 36 anos de idade, coloca garotos de 20 no bolso. Dá gosto de ver!

Talvez o Carioca do ano que vem seja sua última oportunidade de levantar uma taça pelo clube. Seria o momento de sua consagração na Colina e também a afirmação da idolatria, para quem ainda duvida.

Guiñazu conquistou o respeito incontestável da torcida do Vasco e, com isso, seu espaço cativo na memória vascaína. E isso se consolidará ainda mais quando levantar a taça de campeão Carioca do ano que vem. Podem anotar!

Vida longa ao Guina!

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  • dido

    nesse timinho do vasco…por mim ficaria só o goleiro martin guinãzu…max rodrigues…

  • Jorge g de Paula

    “Guiñazu” é o cara. Muitas e muitas vezes, somente assisti a partida por saber que teríamos pelo ou menos um jogador com raça e determinação.
    Os deuses do futebol são misteriosos e brincam com nossos sentimentos, porém peço a eles que proporcionem ao nosso argentino, todas as felicidades possíveis no futebol. De preferencia em nosso querido Vasco da Gama.

  • pedro

    só pode ser brincadeira?!

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