Guiñazu merece mais respeito



Guiñazu comandou o Vasco no Carioca (Foto: Vasco/Divulgação)

Guiñazu comandou o Vasco no Carioca (Foto: Vasco/Divulgação)

Antiguidade é posto, sempre disse meu pai. Posto esse que carece, no mínimo, de respeito. Aos 36 anos de idade, Guiñazu é o jogador mais velho do elenco do Vasco. É também um dos que a mais tempo está no clube, tendo chegado no fim de 2013.

Guina nunca foi craque e nem nunca fez questão de ser. É o verdadeiro carregador de piano, o cara que tenta fazer a sua função e ainda ajudar os companheiros nas deles. Porém, perto do fim de carreira, fica cada vez mais complicado se multiplicar.

O argentino foi aclamado como ídolo no primeiro trimestre de 2015, taxado de vilão no segundo e virou reserva nos dois outros seguintes. Peça fundamental de Doriva, viveu seu pior momento com a camisa vascaína sob o comando de Celso Roth. Ele e todo o time.

O Vasco melhorou após a saída de Guiñazu? Melhorou. Principalmente porque além de sua ida para o banco, vieram as chegadas de Nenê, Jorge Henrique, a melhora física de Andrezinho, a entrada de Julio César na lateral-esquerda, a utilização de Bruno Gallo e, principalmente, a contratação de Jorginho.

Mesmo passando os últimos meses do ano na reserva, o volante terminou a temporada como o jogador que mais acertou passes. Por quê?! Porque durante todo o período em que foi titular, não haviam meias como Nenê na equipe para assumir a responsabilidade de ficar com a bola e criar. Era passe pra frente e recuo para Guina. Toque para o lateral e volta para o capitão. Joga para o atacante e corte da defesa. Tudo girava entorno dele.

O Vasco não andava. Enquanto isso o cabeça de área corria, de um lado para o outro, sem produzir. O que jamais foi sua função. Guiñazu destrói, não constrói. No fim, cansava, e, claro, faltava perna. Era para desarmar e tocar, não para passar e receber. Deveria ser o que menos tocava na bola, mas Roth fez o contrário e o sobrecarregou.

Guina é um jogador que precisa do físico para jogar. Vive dele, não da qualidade com a bola nos pés. E isso vem decaindo com o tempo, normal. Não dá mais para ser titular e referência do meio – nunca deveria ter sido -, mas merece o respeito por tudo que fez. E correu. Inclusive para ajudar a roubar a bola no primeiro gol do jogo final do Estadual. Lá na frente, onde os meias inexistentes do Vasco na época deveriam estar.

A aposentadoria é iminente, o próprio atleta já deixou claro há tempos. Dar mais uma temporada digna ao jogador, que está sob contrato, antes que seu ciclo no futebol chegue a fim, seria uma questão de respeito – aquele, tão falado pela diretoria. Pelos feitos imperfeitos de El Cholo, que a despedida seja digna, como foi toda a sua carreira.



  • Marcos Vinícius

    Pô,amigo,na boa,sem querer entrar na questão do cara (Guiñazu) como pessoa,mas para mim ele foi um dos responsáveis pelo rebaixamento. Não pela sua reconhecida limitação técnica com a bola nos pés,pois,apesar de ser eficiente,nunca teve talento de meia com ela,mas por o Vasco tomar alguns gols,principalmente nos fins dos jogos,justamente nas costas do capitão,que não tinha fôlego para acompanhar um jogador que tinha acabado de entrar,como aconteceu contra o Figueirense,por exemplo,quando a jogada do gol foi toda em cima dele,isso aos 46 do segundo tempo. Claro que o cara merece seu reconhecimento por tudo o que fez,por ter acompanhado o time,mesmo contundido,em 2013,por ser um líder nato,daqueles que se impõe naturalmente,por chamar a responsabilidade,por tudo isso. Mas insisto em dizer que ele deveria ter tido consciência que não estava bem,principalmente fisicamente,e reconhecer que o time sem ele ficaria melhor,como,de fato,ficou.

    • Carlos Geovanni

      Mas é justamente o que a materia falou e concordo com ela o Guiñazu não tinha que correr com a bola ele não é este tipo de jogado ele toma a bola e da para quem pensa sempre foi assim e sempre vai ser agora o treinado inventou ele de armador ai amigo queimou o cara , mas acho que na segunda divisão ele ainda da caldo , oque distancia ele é o salario.

      • Marcos Vinícius

        Prezado,não disse (aliás,ninguém diria) que ele tinha que correr com a bola,ou que ele é meia ofensivo. Nem Bruno Gallo,que entrou em seu lugar,exerce esse papel. Ele é “volantão”,cão de guarda,e ponto. O que disse foi que sua condição física,principalmente nos fins dos jogos,prejudicou o Vasco. Citei o Figueirense como exemplo,mas tem outros jogos. No primeiro jogo contra o Corinthians,contra o São Paulo,em Brasília,e mais uma penca de jogos em que o Vasco praticamente ficava com um jogador a menos,pois o cara não tinha pernas para acompanhar um atacante,nem conseguia recompor com eficiência. Fui mais claro?

  • Tiago Moreira

    Lindo texto a um atleta que tem compromisso sempre raçudo sempre sempre nosso pitbull

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