Goleada e volta de Marcinho animam, atuação dos titulares não



Jhon Cley abriu o placar em São Januário (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Jhon Cley abriu o placar em São Januário (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Existem duas maneiras de analisar uma partida: uma é pelo resultado, outra é pela atuação da equipe. A elástica vitória do Vasco sobre o Volta Redonda foi fundamental para dar moral ao grupo e acalmar a torcida. Porém, com a bola rolando, não foi tão animador assim.

A goleada de 4 a 1 não foi tão simples e imponente como o placar pode parecer. Para se chegar a esse resultado, foi necessário passar por um primeiro tempo de extrema preguiça, previsibilidade e lentidão do time, só resolvido nos últimos 15 minutos da etapa final. Quando o Vasco decidiu se impor, conseguiu construir com até certa tranquilidade a sua vitória.

Porém, mesmo após abrir o placar e fazer 2 a 0, o time voltou a mostrar falhas defensivas, tanto nos cruzamentos – mal marcados pelos laterais -, quanto nas bolas aéreas em cobranças de escanteio e falta. Erros que não poderão mais ser cometidos na reta final.

Claramente a equipe de Doriva vive dois momentos de tensão nos jogos. O primeiro, quando a partida se arrasta em 0 a 0 e o time se lança desesperadamente ao ataque. O segundo, quando abre o placar e abdica de jogar. Parece que só funciona no tranco.

Bastou Jhon Cley marcar para o time se soltar. Antes que a soltura virasse relaxamento excessivo, Luan ampliou. Pronto, o Vasco entrava novamente em sua zona de (des)conforto perigosa.

Precisou o Volta Redonda pressionar e marcar seu gol para que o treinador mexesse no time e desse mais objetividade ao ataque com as entradas de Rafael Silva, Bernardo e Marcinho. Curiosamente, três jogadores que iniciaram o ano como titulares.

Dos pés do trio nasceram os dois últimos gols que selaram a vitória cruz-maltina, dando um status de goleada a uma atuação que até então em nada diferia das últimas. A diferença no futebol apresentado não está entre o jogo contra o Friburguense e este, mas sim entre o primeiro e o segundo tempo.

Foram 70 minutos de um toque de bola improdutivo e previsível, contra 20 minutos de um ataque rápido e insinuante. O tempo de lucidez deu resultado e garantiu uma vitória tranquila, mas só no 2º tempo.

De positivo, ficam o retorno de Marcinho, a boa entrada de Rafael Silva e a 8ª assistência de Bernardo na temporada. Se os titulares demoraram para engrenar, ao menos quem entrou deu conta do recado. E ter opções, a esta altura do campeonato, será o diferencial.

Vencer era preciso. Golear era necessário. Não pela vaga, que viria de uma forma ou de outra. Muito menos pelo título, já perdido no jogo contra o Friburguense. Mas para entrar com moral no Campeonato Carioca.

Sim, o Cariocão começa agora. E é hora de devolver as duas derrotas do ano para o rival.

Saudações vascaínas! /+/

FACEBOOK – https://www.facebook.com/BlogDoGarone
TWITTER – https://twitter.com/BlogDoGarone



MaisRecentes

Ríos assume a liderança do Troféu Ademir Menezes



Continue Lendo

Um Vasco mais consciente



Continue Lendo

A fragilidade defensiva do Vasco



Continue Lendo