Futebol do Vasco não pode ser ligado à presidência



Eurico voltou à presidência em 2015 (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Eurico voltou à presidência em 2015 (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

“Ele é o treinador da presidência”.

Com essa frase, na última semana, Eurico Miranda garantiu não apenas Jorginho no cargo de treinador do Vasco até o fim do ano ano, como também afirmou não haver pressão sobre o seu trabalho. E isso explica muito do momento atual vivido pelo time.

O futebol do clube não tem comando. Ou melhor: tem tantos, que se anulam.

Uma coisa é haver uma hierarquia natural, outra coisa é uma sobreposição de poderes. Esta ligação direta entre presidente e comissão técnica/atletas nunca funcionou, tanto que o melhor momento de Eurico no Vasco foi como vice-presidente de futebol. Antônio Soares Calçada presidia e pouco se envolvia.

Havia, naquela época, um responsável direto pelo departamento. Agora, é confuso. Existem os cargos, as funções, mas pouca autonomia.

Esse excesso de intervenção e aparições, ainda que às vezes pareça positivo – no caso de assumir a responsabilidade, por exemplo – na verdade mostra que quem deveria estar gerindo o esporte pouco tem voz. A própria vice-presidência de futebol está vaga, com José Luis Moreira licenciado. E parece que não faz falta ser ocupada, já que tudo é decidido em cima mesmo.

Fora de campo o Vasco consegue alguns avanços, como o retorno do basquete, o início da reforma do Parque Aquático, o novo gramado para treinamento, o Caprres e outras melhorias. Dentro das quatro linhas, porém, esta gestão segue confusa. E isso parece estar afetando diretamente o elenco.

Ter a palavra final é diferente de ser dono da única palavra. Nisso, o Vasco precisa avançar.

Com urgência. Antes que a gangorra pare subir.



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