A fragilidade defensiva do Vasco



Rafael Galhardo tem sido titular com Zé Ricardo (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

O número de gols sofridos na temporada falam por si só: são 46 bolas em sua rede em apenas 29 jogos disputados. É a pior média do clube nos últimos treze anos. A fragilidade defensiva do Vasco é nítida e frequente.

Apesar dos erros individuais na temporada, o problema da defesa vascaína é também coletivo. A equipe tem a maior posse de bola do Campeonato Brasileiro neste início de competição (59,8%), é o segundo com menos passes errados (148), o que menos perdeu bolas (96), mas é também o que menos desarma (46).

2º gol do Vitória: Desábato só cerca, não pressiona; Breno e Werley não se aproximam para tentar dobrar em Lucas Fernandes e facilitar o bloqueio (Foto: Reprodução)

Os números mostram um time que gosta de manter a posse, protege bem a bola quando a tem, mas que tem uma dificuldade enorme de recuperá-la quando a perde. A equipe de Zé Ricardo, normalmente, cadencia o jogo e troca passes sem grande efetividade. Apesar de ser a 4º equipe que mais finaliza no Brasileirão (70), é a que mais arremata através de cruzamentos e rebotes (28). Com passes, é apenas a 14ª (30).

Com pouco apoio dos laterais e com dificuldade para encontrar um segundo volante mais participativo que Wellington e Bruno Silva, a saída de bola também sofre. É comum ver a zaga pressionada, optando por recuar bolas para Martin, como ocorreu contra o Vitória.

Breno e Desábato fazem a saída de bola sozinhos, pressionados por Neilton e André Lima. Rafael Galhardo e Bruno Silva não se aproximam e a bola é recuada para Martin Silva. O erro individual de Desábato nasce após a falha coletiva do time, que não dá opções (Foto: Reprodução)

Quando tenta acelerar o jogo, falta aproximação e se desorganiza. Toda bola perdida se torna um contra-ataque. Com o time sem sair na frente do placar há onze jogos, desde a semifinal do Carioca, contra o Fluminense, passou a ser comum esta instabilidade, essa necessidade de se lançar atrás do resultado. Com isso, vêm os espaços.

Lucas Fernandes puxa o contra-ataque completamente livre, nas costas de Rafael Galhardo, antes de marcar o segundo gol do Vitória (Foto: Reprodução)

O equilíbrio entre defender e atacar tem sido o grande calcanhar de Aquiles do Vasco em 2018. Falta qualidade individual, mas também uma maior organização coletiva. O time briga muito, até o fim, quando tem a bola, em busca de gols que evitem derrotas, mas tem sido pouco combativo sem a posse. Não falta entrega, mas falta posicionamento.

Se ainda é cedo para questionar a permanência de Zé Ricardo, nunca é tarde para começar a cobrar melhores atuações do time e mais estabilidade tática.

* Com números do Footstats

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