Filantropia vascaína



Milton Mendes segue fazendo testes no Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Milton Mendes segue fazendo testes no Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O Vasco, que vinha se acostumando com as derrotas, parece ter pego o gosto também pelos vexames. Afinal, um time que desiste de uma partida no meio nada mais é que um conformado. E nada mais perigoso que um elenco resignado, entregue.

No time comandado por Milton Mendes, já não há mais choro e nem lágrimas. Ninguém se dói e poucos se doam. A vergonha parece que não deixa mais as bochechas rubras, tornou-se algo aceitável. Não é.

Perdeu-se, inclusive, a hombridade do chutão defensivo, o famoso ‘bola para o mato que é jogo de campeonato’. Vide o segundo gol do Bahia, marcado por Mendoza com passe de Ramon.

Às vezes parece que não é jogo de campeonato.

Sim, amigos, na Fonte Nova, o Cruzmaltino não se deu o trabalho ao menos de tentar impedir os gols adversários, ele os cedeu, os doou como se fossem para uma instituição de caridade. O Vasco de Milton Mendes se tornou um filantropo, um altruísta, que ajuda o próximo mesmo contra seu interesse, ou de seu torcedor.

O teste – mais um – com três zagueiros serviu apenas para que dois deles errassem ao mesmo tempo no primeiro tento. Breno não alcançou a bola, Anderson Martins não marcou, mas Tiago sim, de cabeça: 1 a 0. Ramon serviu o segundo e Martin amaciou o chute fraco de Rodrigão para Mendoza marcar o terceiro – seu segundo.

Três gols baianos regados no azeite de dendê, tamanha a facilidade para deslizar por entre a zaga vascaína, exposta com o distanciamento de seu meio-campo.

O Vasco tem sido uma sucessão de erros individuais sobre um grande erro coletivo. Coletividade essa que muda mais que noiva em dia de prova do vestido.

Milton não tem convicção de suas escolhas.

Exemplo disso é que o teste com três zagueiros durou apenas 45 minutos, após passar uma semana inteira preparando o time para atuar desta maneira. Com mais de meio campeonato disputado, não se sabe o que e como é o Vasco do treinador.

Talvez seja a hora mesmo de mudar. Mais em cima.



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