Faltou intensidade e sobrou soberba ao Vasco



Doriva não conseguiu fazer com que o time mantivesse o ímpeto no 2º tempo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Doriva não conseguiu fazer com que o time mantivesse o ímpeto no 2º tempo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

A melhor forma de demonstrar respeito ao seu adversário é seguir buscando o gol, independente do placar. Essa máxima do futebol é antiga, mas pelo visto o Vasco de Doriva não conhece muito bem.

O time venceu o Rio Branco, do Acre, mas não conseguiu anular o jogo de volta. Nenhum problema nisso, normal. O que incomoda a torcida é o fato do time não ter tentado matar a partida quando teve oportunidade. Teve espaço e campo para isso, faltou intensidade e sobrou soberba.

O Vasco vinha fazendo uma boa partida, conquistando uma vitória tranquila. Yago e Índio mostraram personalidade, Thalles voltou a marcar, Douglas Silva também, e Bernardo viveu mais uma noite de garçom, mesmo pouco atuante. Mas bastou voltar do intervalo que a postura mudou.

De um time que trabalhava a bola com calma na intermediária adversária e era incisivo com seu veloz atacante, passou a ser uma equipe burocrática que rodava a bola sem objetivo quase no seu campo de defesa, aguardando o apito final. Medo de quê? De quem?

Faltou respeito ao adversário e à torcida, que foi lá não só para assistir uma vitória, mas um futebol bem jogado e disputado. O que o Vasco parou de fazer no segundo tempo.

E se tem uma coisa que pune quem não a trata bem, é a bola. Ela sabe que está lá para ser chutada, mas acha estranho quando passa muito tempo longe de uma rede para descansar. Já que os vascaínos desistiram de coloca-la em sua ‘caminha’, o Rio Branco foi lá e fez. Um golaço, por sinal.

Não acho que o fato de ter mais um jogo atrapalhará em algo. Aliás, como jornalista e torcedor, quanto mais duelos melhor. Novamente o Expressinho deverá ir à campo, e acho difícil que o time do Acre consiga aprontar algo na Colina. Mas que sirva de lição para os jogadores cruz-maltinos que, mais uma vez, pecaram pela própria falta de ímpeto. Às vezes parece que estão todos satisfeitos na reserva.

Por sorte, o problema do dia foi a atitude e não a técnica. É algo mais fácil de ser corrigido. Nada como uma boa bronca e uma ameaça de barração para eles entenderem o recado.

O castigo, dessa vez, é só ter que jogar mais uma partida. Porém, mais pra frente, pode custar a classificação ou até mesmo um título.

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