Falta variação tática ao Vasco



Julio dos Santos foi um dos melhores do Vasco em campo (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Julio dos Santos foi um dos melhores do Vasco em campo (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

‘Eu quero ver gol! Não precisa ser de placa eu quero ver gol!’. A música do Rappa ilustra muito bem o sentimento do torcedor vascaíno nos últimos dias. O time está classificado na Copa do Brasil, é o atual campeão carioca, está invicto há 10 jogos e ainda assim não consegue convencer. O que falta? Gol.

Contra o Cuiabá, o Vasco teve uma atuação muito superior a do jogo de ida. Os laterais conseguiram chegar bem ao fundo, Julio dos Santos serviu com maestria Madson e Rafael Silva diversas vezes, Thalles teve chances de marcar, mas faltou a chegada de mais gente. Não adianta ter ultrapassagem se na hora do cruzamento têm seis defensores e apenas um atacante vascaíno.

O ataque do Vasco segue espaçado, e prova disso é que dificilmente ganha a segunda bola ofensiva. O lateral sobe, cruza, a zaga corta e a equipe só recupera novamente no meio-campo, não na intermediária. É preciso preencher este espaço que hoje é apenas ocupado por Dagoberto.

O time abre muito, para usar os flancos e com isso despovoa o meio. Serginho e Guiñazu avançam para cobrir, mas nem sempre é possível. E mesmo que subam, não possuem características ofensivas para criar ou finalizar, e acabam voltando o jogo.

Doriva precisa começar a testar algumas variações táticas quando a bola não entra. Não dá só para rezar. Trocar meia por meia e atacante por atacante, só muda o nome e mantém o problema. Há jogos em que o esquema emplaca e em outros não. É preciso variar.

Gilberto – hoje, Thalles -, ocasionalmente, precisará de um parceiro mais próximo para dividir a responsabilidade de finalizar. Rafael Silva e Dagol podem entrar mais na área, com Julio dos Santos fazendo o 10. Pode abrir mão de um dos volantes e colocar mais um homem de frente.

Opções há, até mesmo em um elenco limitado, só precisam ser testadas. O que não dá é para ficar contando com o acaso, dando murro em ponta de faca.

/BlogDoGarone
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