A fábula do Fabuloso



Luis Fabiano foi anunciado pelo Vasco (Foto: Divulgação/Vasco)

Luis Fabiano foi anunciado pelo Vasco (Foto: Divulgação/Vasco)

Era uma vez, um homem que vivia de gols. Mesmo na China, se alimentava deles. Nada de escorpiões ou cachorros. Gols.

Porém, por lá, tinham um sabor diferente. O tempero era outro. E o destempero, antes presente, ganhou um calmaria incomum para o seu gosto.

Quem se acostuma com turbilhão, não sabe viver na serenidade. E decidiu voltar.

Luis Fabiano poderia ter encerrado sua carreira no futebol chinês, sob a névoa da distância. Sem o olhar – e a corneta – atento do torcedor brasileiro. Mas escolheu retornar para um centro onde nunca atuou, jamais foi ídolo e onde cobrança e esperança se confundem.

É assim em São Januário ano após ano. Decepção e euforia caminham lado a lado.

Luis Fabiano também não é um atacante de meio termo. Por isso, aporta possivelmente no local certo. Ou ao menos no que aparenta lhe compreender melhor. Uma casa de extremos, acostumada com ‘dinamites, animais e baixinhos geniosos’.

Enquanto outras torcidas se portam como a raposa com as uvas, Fabuloso comemora a liberdade do lobo de Monteiro Lobato. Ciente de que até mesmo o pavão tem defeitos, o atacante terá que mostrar que ainda há beleza em seu futebol.

E há algo mais belo que o gol?

Uns dirão o drible. Porém, quando choram, é lembrando da rede balançando e não do corpo entortando. E isso Luis Fabiano ainda sabe fazer. Com a inteligência de uma Velha Garça que ainda pesca.

A fábula chinesa acabou. A novela idem.

Uma nova começa.

Nos resta saber qual será a moral desta história…



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