A expulsão de Diego Souza e a apatia vascaína



Diego Souza foi expulso no empate em 1 a 1 entre Sport e Vasco (Foto: Aldo Carneiro)

Diego Souza foi expulso no empate em 1 a 1 entre Sport e Vasco (Foto: Aldo Carneiro)

Poucas coisas são tão nocivas a um time como uma expulsão. É o cartão vermelho que acaba com o princípio básico da justiça: o de igualdade de disputa.

Eu, particularmente, não expulsaria Diego Souza.

Principalmente aos 20 minutos do 1º tempo. Muito menos após ele sofrer uma sequência de faltas. Ainda que o meia xingasse mais que a torcida do Vasco após seu lance contra Cássio, em 2012.

Juiz está em campo para assegurar a qualidade do espetáculo, não amputá-lo. Apenas em casos extremos, o que não foi o ocorrido. Convenhamos: um amarelo dado e ninguém sequer lembraria do lance neste momento.

Essa é a verdade: Sandro Meira Ricci foi o único capaz de dar ao jogo algum tipo de equilíbrio.

O Sport, que até então parecia ter vantagem numérica no gramado, viu o Vasco respirar pela primeira vez quando perdeu seu camisa 87. O Leão com um a menos, por alguns minutos jogou de igual com os cariocas. Depois, voltou a ser superior.

Quando Anderson Martins – o destaque pelo lado vascaíno no jogo – lançou Pikachu na direita, na jogada que resultou no gol de Nenê, o espaço dado ao zagueiro poderia muito bem ter sido ocupado por Diego. Ali, na intermediária defensiva do Vasco, aliás, era onde o Sport vinha ganhando a maioria de suas bolas.

Só há pressão na panela quando ela está bem fechada. A saída prematura do apoiador não esfriou por completo o time, mas reduziu sua compressão.

O Vasco, por sua vez, sequer esquentou a água. A equipe de Zé Ricardo, com a intensidade demonstrada, não cozinharia um miojo em menos de 24 horas. A sensação, inclusive, é de que pouco esquentava com o duelo, tamanha a fragilidade na troca de passes e a falta de capricho nas finalizações.

Vejam: o Cruzmaltino com 11 se portou igual ao Sport com dez. Disse igual, mas já corrijo. Os pernambucanos foram os únicos a buscarem algo na Ilha do Retiro. Com onze e com dez. E se fosse com nove, não me espantaria que a postura tivesse sido a mesma.

A questão já não era mais com quantos o Sport atuava, mas sim quantos do Vasco realmente estavam em campo. Me refiro, claro, a uma presença significativa, eficiente.

Fora o gol de Nenê, a maior alegria da torcida vascaína foi a volta de um pênalti mal marcado. Veja bem: precisou o árbitro corrigir um erro próprio para que alguém na arquibancada com a Cruz de Malta no peito fosse capaz de vibrar com algo.

Foi Ricci, mais uma vez, o fiel da balança, e não Zé Ricardo, Nenê ou algum outro companheiro seu. Mais coadjuvante que isso, impossível.

No duelo entre dois times, o Vasco conseguiu ser o terceiro elemento menos participativo em campo, perdendo até para a arbitragem. Um feito e tanto para quem quase deixou o gramado com os três pontos.

O gol de André talvez tenha sido o maior ato de justiça desta segunda-feira. E o empate, a igualdade mais desigual.



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