Experiência no Arsenal, promessa no Palmeiras, Seleção de base e lesões: quem é Luiz Gustavo, o novo reforço do Vasco?



Luiz Gustavo é o novo reforço do Vasco para 2018 (Foto: Divulgação)

Quarto reforço anunciado oficialmente pelo Vasco, Luiz Gustavo chega ao clube após três temporadas de muitas lesões – joelho e coxa – e poucas atuações. Entre 2015 e 2017, o jogador entrou em campo apenas 31 vezes vestindo as camisas de Vitória, Ferroviária, Avaí e Oeste. Mas nem sempre foi assim.

Cria das divisões de base do Palmeiras, o zagueiro – que atua também como volante (sua última partida, pelo Oeste, foi nesta posição) e lateral, dos dois lados – era tido como uma grande promessa do clube. Não à toa era frequentemente convocado para as seleções inferiores do Brasil, inclusive atuando ao lado de alguns vascaínos e ex-atletas do clube.

Em 2009, Luiz Gustavo disputou o Sul-Americana Sub-15 com o Brasil, na Bolívia. No elenco estava o meia Guilherme Costa, um de seus companheiros hoje de clube. Na época, faziam parte do grupo ainda outros dois ex-cruz-maltinos: o goleiro Charles – na época do Cruzeiro -, o volante Jonatas – atualmente na Portuguesa – e o zagueiro João Paulo, que não chegou a atuar pelos profissionais do Vasco.

Lucas Piazon, hoje no Fulham, da Inglaterra, foi o artilheiro da competição com 10 gols. A Seleção terminou na 2ª colocação.

Antes de vestir a Amarelinha, porém, o zagueiro já havia enfrentado outro desafio: impressionar o técnico do Arsenal, Arsene Wenger. Com apenas 14 anos, atuando pelo Mirassol, do interior de São Paulo, foi convidado para passar por um período de testes no clube inglês, e chegou a treinar com o elenco principal, como revelou em uma entrevista à ESPN:

“Aprendi muito nesse tempo lá, foi uma coisa fantástica. Treinei com Adebayor, Fábregas, Van Persie, Sagna, Eduardo da Silva, Denílson. Eu não falava nada de inglês, mas conversava um pouquinho com todo mundo por meio de intérprete. Depois dos treinos, saía pra jantar com o Eduardo e o Denílson, eles eram muito gente boa”, disse em conversa para o site publicada em novembro de 2016.

Não ficou por saudade da família, e voltou. Para o Palmeiras e, posteriormente, para a Seleção de base.

Em 2010, já consolidado no clube paulista, disputou Torneio Nike Friendlies Sub-17, novamente ao lado de Guilherme Costa. Em 2011, se sagrou campeão paulista sub-17. No ano seguinte, foi campeão do Torneio 8 Nações junto de outra cria de São januário: o zagueiro Luan.

Luan, o terceiro em pé, da esquerda para a direita, e Luiz Gustavo, o último agachado (Foto: Reprodução internet)

Luiz Gustavo foi titular durante a competição, jogando como volante, posição que o atleta de 1,80m também costuma atuar. Victor Andrade, ex-Santos e Benfica,  hoje no Estoril, Thomas, ex-Flamengo e agora no Sport, e Ademílson, ex-São Paulo e atualmente no Gamba Osaka, do Japão, também fizeram parte do elenco vitorioso.

O título e as boas atuações fizeram com que o jogador fosse promovido ao time principal do Palmeiras no mesmo ano (2012). Em julho, aos 18 anos, fez sua estreia pelos profissionais, atuando os 90 minutos na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, pela 8ª rodada do Brasileirão. Na ocasião, jogou como lateral-direito.

Luiz Gustavo atuaria ainda em mais três partidas em 2012, todas entrando no decorrer dos jogos, vindo do banco de reservas. Foi volante em duas delas e zagueiro na outra.

O ano de 2013 começou com a expectativa do estouro do menino. Sob o comando de Gilson Kleina, foi inscrito na Copa Libertadores da América com camisa 14, ficando na reserva de Henrique e Maurício. Porém, não chegou a entrar em campo e acabou emprestado ao Vitória, já em setembro, para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Na equipe baiana, assumiu a condição de titular do meio-campo após a lesão de Cáceres. Em seguida, se tornou lateral para suprir a ausência de Ayrton, também lesionado. Nas nove partidas que fez como titular, o time venceu cinco, empatou duas e perdeu outras duas. Resultados que fizeram o time subir da 9ª colocação para a 7ª, terminando a competição em 5º. Na época, Escudero foi um de seus companheiros de equipe.

O bom desempenho fez com que o Vitória pedisse novamente empréstimo do zagueiro (?) por mais um ano. Em 2014, aos 20 anos, fez sua temporada mais participativa, disputando 33 jogos e marcando dois gols. Foi titular em 22 partidas do Brasileiro, mas acabou sofrendo uma lesão no joelho e ficou de fora da reta final do campeonato. Sem o jogador, o time acabou perdendo uma posição na tabela nas últimas rodadas e entrando na zona de rebaixamento.

Luiz Gustavo voltaria a atuar apenas em março de 2015, mais uma vez pelo Vitória, que conseguiu novamente o empréstimo junto ao Palmeiras. O ano, porém, seria bem diferente. Dois meses após retornar aos gramados, ficou novamente de fora em razão de uma lesão. Desta vez, na coxa. Foram mais seis meses sem jogar até a despedida final do Rubro-Negro Baiano.

Sem espaço no Palmeiras e com um ano pouco produtivo no Vitória, retornou em baixa para São Paulo. Cedido à Ferroviária, já chegou ao clube se recuperando de lesão e mal conseguiu jogar – foram apenas três partidas no Paulistão. No 2º semestre, novo empréstimo: para o Avaí, que conseguiu o acesso para a Série A, terminando na frente do Vasco. Contratado já em agosto, o jogador acabou atuando em apenas nove jogos, sendo titular em somente três – um deles, contra o Cruz-Maltino.

Na temporada passada, Luiz Gustavo iniciou o ano com a expectativa de ir para a Europa. Sua ida para o Munique 1860, da Alemanha, chegou a ser dada como certa, mas melou. Encostado no Verdão, acabou fechando com o Oeste. Foi titular durante o Campeonato Paulista e o início da Série B, atuando como zagueiro e volante. Após a 7ª rodada, porém, não foi mais escalado pelo técnico Roberto Cavalo. Sua última partida foi no dia 13 de junho, no empate em 1 a 1 com o Londrina.

De promessa a dispensável, Luiz Gustavo chega ao Vasco aos 23 anos tentando reencontrar o futebol que um dia chamou a atenção de Arsene Wenger, mas que muitas vezes foi freado pelo Departamento Médico. Polivalente, pode se tornar um coringa no banco de Zé Ricardo, entretanto, é preciso estar bem fisicamente.



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