Espiral vascaína



espiral vasco
O filme é de má qualidade, mas ainda assim vem sendo repetido constantemente. Mesmo que não haja público para isso.

Assistir aos jogos do Vasco no Campeonato Brasileiro tem vindo carregado de um déjà vu nada agradável para o torcedor. O time entrou numa espiral perigosíssima, que em outras oportunidades já nos levou a vexames históricos.

O que o Vasco tinha de bom até iniciar o Brasileirão? Um setor defensivo organizado e eficiente. Era isso. A equipe basicamente era uma defesa consistente e um ataque que sabia aproveitar a bola parada. Perdeu-se a organização, os laterais se sentem cada vez mais pontas e os zagueiros meias.

Os gols em cobranças de faltas e escanteios saíam apenas com Bernardo em campo, um dos poucos capaz de acertar cruzamentos. Mas é outro que está numa espiral já há alguns anos, talvez ainda mais perigosa que a do clube.

O curioso é ver como o roteiro, independente do adversário que enfrenta, é sempre o mesmo. O time começa até certo ponto bem, busca uns dois ou três ataques, o gol não sai, a equipe se empolga e avança, dando o contra-ataque. Na primeira oportunidade, o adversário marca e o jogo para o Cruz-Maltino termina.

O que vem após sofrer o primeiro gol é algo bem parecido com o que vimos no 7 a 1 sofrido pela Seleção. Por sorte, não temos nenhuma Alemanha nos gramados brasileiros.

Falhas individuais e coletivas, erros simples, descontrole emocional, falta de organização e de preparo para correr atrás do resultado. A imagem de um Vasco que se perdeu no meio do caminho, um grupo que jogava por um 1 a 0 ou um 0 a 0, mas que agora reza para não tomar de quatro.

Pedir calma para a torcida soa até como piada. É o time que tem que trazer de volta essa tranquilidade, inclusive para si próprio.

Tempo e paciência caminham para lados opostos, e a corrente que os ligam está pronta para estourar. Mais perigoso que perder jogos, é perder o clube e o pouco de torcedores que ainda teimam em gastar um sábado a noite para se irritar em São Januário.



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