Enquanto isso, 1923 bate à porta



Construção de São Januário na década de 20 (Foto: Arquivo)

Construção de São Januário na década de 20 (Foto: Arquivo)

Nada mais chato e menos esportivo do que ficar discutindo ‘atuações’ extra-campo dos clubes. A discussão de momento agora são os preços dos ingressos do Campeonato Carioca.

Como se pagar 10 ou 20 pratas para assistir uma pelada embaixo desse sol escaldante do Rio de Janeiro fosse uma questão de dinheiro e não de paixão.

No fim, só vai ao estádio assistir Vasco e Barra Mansa, por exemplo, quem é muito apaixonado pelo time. Se fosse pela qualidade do show, cinco reais era caro. Mas torcedor que é torcedor não liga, não vai porque o clube tá bem ou o adversário é forte, vai porque gosta e acabou.

Aliás, quem torce mesmo vai pelo time e não pelo adversário. Tanto faz se é contra o Olaria – com todo respeito – ou contra o Cruzeiro. É jogo do Vasco e ponto – à exceção dos clássicos.

O que eu não entendo direito é esse racha entre os grandes, afinal, tudo era para estar resolvido há mais de 90 anos.

Em 1923, a AMEA – Associação Metropolitana de Esportes Amadores -, a FERJ do início do século passado, ameaçou expulsar o Vasco da competição, com o aval de Botafogo, Fluminense e Flamengo, por não ter um estádio próprio.

Obviamente o problema não era a falta de um campo, mas sim o atropelo do Cruz-Maltino naquela temporada, recém chegado à elite do futebol carioca, e repleto de negros e operários em seu esquadrão, que incomodava. Tanto a associação, quanto os seus associados.

O Vasco bateu o pé – como de costume -, peitou à todos e não se rendeu aos desmandos e preconceitos da ‘elite carioca’. Mesmo campeão, não pôde se filiar à AMEA – por não ter aceitado expulsar 12 negros, trabalhadores, imigrantes e analfabetos de seu quadro esportivo – e foi para a Liga Metropolitana, junto com os outros excluídos. Resultado: mais uma vez campeão, desta vez invicto.

Com o crescimento do clube neste período, foram obrigados a engolir o Bacalhau à seco. Ainda assim, o Gigante queria mais.

Com a contribuição de milhares de torcedores, o Vasco ergueu seu glorioso estádio em 1927. Mesmo não sendo mais obrigado a tê-lo, o fez. Pelas mãos da torcida.

E não construiu qualquer estádio, mas sim o maior da América do Sul naquela época. Pioneiro desde sempre.

Resumo da história: se aqueles que tentaram impôr barreiras há décadas atrás – achando que seriam intransponíveis para a gente -, tivessem erguido as mangas como fizeram os vascaínos, hoje não teríamos discussões entre o consórcio tal ou o administrador de não sei o que lá.

Há mais de 90 anos, falaram que o Vasco não podia jogar porque não tinha estádio. Hoje, só ele tem. Talvez, se todos tivessem, este debate todo, que só prejudica ainda mais o Estadual, não teria ocorrido.

Afinal, cada um que decida como irá receber sua família e os convidados. A casa é sua, você manda.

Mas não é o caso.

Como não possuem, pela própria regra criada pelo trio e pela AMEA, não eram nem para estarem disputando o Estadual…

Como o mundo dá voltas…

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  • André Schimidt;seu comentário é perfeito.A falta de um estádio não diminui a grandeza de Fluminense ou Flamengo;mas os torna dependentes daqueles que possuem e muitas vezes os faz ter que aceitar imposições até mesmo daqueles não deveriam se meter em assuntos relativos ao futebol, como é o caso do CONSÓCIO MARACANÃ.

  • Waldo

    O mundo realmente dá voltas. O fluminense foi um dos primeiros a fazer seu estádio o qual foi parcialmente destruido para dar passagem ao ” progresso ” com a construção da Av. Pinheiro Machado. Isto num tempo que este clube de secos e molhados sequer existia. Depois quando o 10 de seus titulares sairam e fundaram o rival Flamengo a nobre atitude do Fluminense foi lhe garantir a possibilidade de participação sedendo-lhes o estádio. Hoje quando vejo os vascainos apoiando as atitudes do ladrao EUrico Miranda , com a marca da arrogância e desonestidade que lhe é peculiar fica claro que seu clube irá pagar por isto mais tarde. Este crápula já roubou o próprio pai que se suicidou, roubou na Besoura veículos e na beneficência Portuguesa e tem processos em andamento por roubo no próprio vasco. Boa Sorte. Vão precisar.

    • E.M

      Não estamos aqui julgando a índole e o comportamento pessoal de um individuo, se tem tanta coisa contra a pessoa que preste uma queixa-crime contra ele e apresente as provas,estamos aqui debatendo um direito popular que é garantido ao povo pelo órgão máximo que rege este país,cujo é conhecido por CONSTITUIÇÃO FEDERAL, que diz: É ASSEGURADO A TODO CIDADÃO O DIREITO AO LAZER, ESPORTE, MORADIA,SAÚDE E ETC., mas vemos aqui que pessoas se preocupam realmente somente com seu próprio umbigo demonstrando serem incapazes de estender as mãos a qualquer pessoa que necessite da solidariedade de um semelhante, aqueles que acham que podem pagar um preço maior na entrada de eventos como uma partida de futebol que o façam indo aos jogos mais caros e deixem os jogos de acesso inferior a quem gosta e vê nessa decisão a possibilidade de poder acompanhar ao jogo do seu clube de coração e não esperem casa cheia quando um dos participantes não possuem platéia para lotar a casa, aprendam a viver em harmonia e se gostam de luxo vivão dessa forma.

      Abraços

    • ADEMIR

      Caro Valdo
      Bom dia, tudo bem?
      Como você pode afirmar, que o PRESIDENTE DO VASCO É LADRÃO, ASSASSINO, CRAPULA?
      Seguindo seu raciocinio os diretores os vice presidentes fazem parte desta quadrilha?
      Você tem documentos que comprovem estas afirmações tão fortes,está garantido para ir até o fim?
      Grato e no aguardo.

      Ademir Carvalho

      • Munrá

        Ademir.. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

        • ADEMIR

          kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Antonio Carlos

      As mesmas explicações de sempre. Mas justificar de não ter um estádio, nada.

    • vc parece conhecer bem o eurico vc era parceiro dele e foi roubado

      • Waldo

        Conheci um ex-padeiro de pai de Eurico Miranda que tinha uma padaria na Urca onde é hoje a agencia do Bradesco, ele apesar da idade avançada tinha que trabalhar ainda para viver pois entre outras coisas pela falência desta padaria.
        A história é simples, o pai dele viajou para Portugal e deixou o EUrico Miranda, na época estudante de Medicina, tomando conta dos negócios junto com o irmão mais novo.
        Quando o Pai voltou depois de um ano fora estava completamente falido.
        O pai entrou em profunda depressão e se suicidou com um tiro na Cabeça na capela da Benificência Portuguesa.
        Este mesmo taxista velhinho também me contou da trajetória do EUrico na Besouro Veículos e depois na Benificência Portuguesa onde não depositou o fundo de Garantia dos funcionários que não conseguiram se aposentar.
        Se não acredita pesquise e descubrirá inclusive os processos do EUrico por evasão de divisas por fazer negociações de jogadores por valores fictícios.
        Provar? Neste nosso país que até o Maluf está solto. Hahahaha

  • Eduardo Amaral

    Essa frase é atual mas poderia ser dita em 1923…..”As loucuras de hoje podem se tornar as melhores lembranças do amanhã”.
    Foi assim que nossos primordios colocaram os negros a jogar, que não aceitaram as imposições da AMEA, que construimos nosso proprio estadio, que fomos os 1º campeões do Maracanã……….enfim………..lutamos, jogamos, torcemos, vivemos o Vasco. Mais uma coisa é certa…..Sua imensa torcida é bem feliz e estará contigo onde estiver……………..

  • Monstro Cruzmaltino

    Infelizmente o maior do mundo, como falávamos antigamente, ou então, o maraca é nosso…
    Perdeu suas características com essas reformas (padrão FIFA) que pagamos muito caro, e continuamos pagando. Maraca sempre foi marcado pelos geraldinos, que davam um espetáculo a parte, era glamouroso e ao mesmo tempo popular, esse era o diferencial.
    Desse velho maraca só ficou o nome, e a saudade… Domingo vou ao maracanã, vou levar foguetes e bandeiras…. Ei… não pode levar bandeiras…
    Geral por 1 real, era mar de gente, o maraca tremia literalmente, quem já foi sabe. Não treme mais, é pra ver o jogo sentadinho no seu lugar.
    E o ingresso é muito fora da realidade econômica da maior parte da população, o geraldino não vai mais, talvez nunca mais. Elitizaram é a verdade.
    Tem que baixar o preço mesmo ou vai ficar vazio. Ainda bem que acordaram a tempo e que seja assim no brasileiro também.

    Saudação Cruzmaltina.

    • Sou Rubro-Negro, e concordo em número, gênero e grau com o Monstro Cruzmaltino, o Maracanã perdeu completamente o charme, aliás não só o Maraca, o Estádio Olímpico do Grêmio, o Beira Rio do Inter, a Fonte Nova, o próprio Mané Garrincha em Brasília, sem contar os que foram criados, numa boa esse negócio de arena é coisa de Europeu, essas porcarias destas arenas foram feitas prá copa do mundo, o torcedor de copa do mundo é diferente do torcedor de clube, é torcedor coxinha, tipo torcedor de volei, com aquela musiquinha horrível e irritante, ” Eu sou brasilerio com muito orgulho, com muito amor…, toda vez que eu estava vendo um jogo do Brasil na copa, que neguim começava a vomitar esta maldita música, eu mudava de canal, os torcedores de verdade dos clubes do Rio, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, entre outros, deveriam fazer um movimento prá retirarem aquelas porcarias daquelas cadeira do local onde era a geral, volta o cimentão mesmo, e com isso colocar o preço do ingresso bem popular, voltar a alegria e a inreverência dos geraldinos, com certeza os torcedores coxinhas que fequentaram os estádios na copa do mundo, não frequentam e nem frequentaram mais os estádios, aliás a maioria não entendem porra nenhuma de futebol, forma só por modismo.

      • No final onde eu escrevi “forma”, leia-se: ‘foram só por modismo”.

  • E.M

    Lembro do tempo em que o maior ídolo do nosso eterno rival era um 10 notável e tinha a companhia de outros foras de séries que arrancavam aplausos da torcida, assim eram os 4 grandes do Rio, futebol de alto nível a preço popular, iam gritar os nomes de seus jogadores e mesmo na derrota aplaudiam o time, porque sabiam da qualidade do espetáculo e que teria no final de semana seguinte outro grande espetáculo com casa cheia, 110 até 200 mil pessoas no Maraca gritando, incentivando, sofrendo e hj 2 mil torcedores ofendendo seus craques quando perdem invadindo o seu local de trabalho para agredirem. Vejam no que se tornou a maior paixão popular um jogo de empurra-empurra por lucros mesmo que não passem de 5 cinco mil os presentes, o que importa é a renda e não o apoio das suas massas e ver torcedor brigando ao verem discussões sobre preço de ingresso, quando deveriam protestar por um futebol de qualidade e por prestações de contas dignas, é o fim do futebol brasileiro que cada vez mais se afunda na lama da corrupção

  • ODILON VASCAINO DA SILVA – RJ

    Lugar dos grandes jogos é no maracanã, com sua imensa torcida presente.

  • Realmente o MARACANÃ de hoje não é o mesmo ,porque parece que passou a ser um ESTÁDIO elitista,só vai la quem tem grana,porque os mais pobres ja não vão poder frequentá-lo.Me lembro do tempo em que eu ia ao MARACANÃ e la estava o RAMALHO com seu instrumento de talo de mamão (não tenho certeza se era mesmo de mamão)fazendo barulho com aquele negócio e a DULCE ROZALINA levantando a torcida Vascaina ;o MARACANÃ lotado com muitas vezes mais de 80.000 pessoas e quando o jogo era decisão até mais de 100.000 pessoas.Hoje.nem o MARACANÃ não é mais o maior do mundo e tampouco se vê mais de 60.000 torcedores no estádio.Continua sendo um estádio carismático,ms perdeu muito seu charme,mesmo porque com a intervenção do governo através de leis que mudaram as regras sobre a contratação ,vinculo e direitos de jogadores,os grandes clubes ,sejam eles do Rio ou de São Paulo,não possuem mais aquela supremacia que tinham, no futebol brasileiro,com o surgimento de clubes de outros estados no senário nacional.Os grande do Rio e de São Paulo estão pagando preço alto por não terem se preparado para as mudanças que surgiram.

  • Caçador de Mitos

    Garoni, discordo veemente de vc no que se refere a construção do estádio de São Januário. Não foram milhares de torcedores que contribuíram para este fato. Na verdade foram os sócios do Vasco e os seus torcedores abastados que eram na época comerciantes e empresários portugueses. Querer fazer acreditar que torcedores humildes contribuíram para aquela empreitada é de um tacanho conhecimento de causa. As doações da época foram polpudas que possibilitaram a construção do estádio em 11 meses. E humildes não poderiam e não puderam contribuir de forma polpuda. Definitivamente não. Somente fãs abastados conseguiriam. Esse aspecto não pode servir de pretexto para conclamar o Vasco como time do povo. Definitivamente não.

    • André Schmidt

      Mas a discussão não é sobre quem é time do povo. É sobre ter um estádio e não ficar à mercê de consórcio. A discussão não tem nada a ver com isso.
      Os grandes montantes vieram sim da colônia portuguesa, mas haviam pontos de arrecadação espalhados por toda a cidade, ou seja, não eram apenas grandes doações. E outra, eram mais de 8 mil sócios contribuindo, não acredito que fossem todos portugueses.
      No mais, quando se fala em “ser do povo”, quer dizer que recebe à todos, não DE todos. O Vasco acolheu todos, não precisa receber dele. Esta é a grande diferença. Se o Vasco acolheu os menos favorecidos e foram os mais favorecidos que ajudaram, esta é uma prova ainda maior de que o Vasco é de todos e não apenas desta ou daquela classe.
      Saudações vascaínas! /+/

      • Caçador de Mitos

        Garone, não há como comparar situações distintas. São Januário é um modelo de estádio da década de 20, com conceitos de arquitetura e segurança para o torcedor totalmente ultrapassados. E outra, vc afirmou que o Vasco não fica a mercê do consórcio. Não por hora. A Sul-Americana nas finais estabelece como regra estádios com capacidade mínima de 40.000 espectadores para realização de jogos finais. Logo, percebe-se que São Januário não se enquadra nas condições exigidas pela Sul-Americana. A não ser que haja uma remodelação do velho estádio (mas ao que parece o clube da colina não dispõe de capital para esta empreitada). Ou então mandar o tal jogo em outro estádio de outra cidade ou!!!! negociar com o consórcio Maracanã a realização deste jogo.
        É entendível que o consórcio tenha prejuízos com jogos de pequeno porte. Veja o caso de arenas na Europa similares a capacidade do Maracanã. Os estádios do Barcelona, do Real Madrid, do Benfica, do Arsenal, o Allianz Arena na Alemanha entre outros majoritariamente recebem em seus jogos grandes públicos, com médias anuais de ocupação bastante altas.
        Podemos convergir que a privatização do estádio foi um crime a população carioca.
        Mas vc é uma pessoa inteligente e nós sabemos que o estadual é um campeonato deficitário. Não é somente reduzindo preços de ingressos que teremos o brilho de outrora. O estadual precisa de uma remodelação profunda: menos jogos, redução da participação dos clubes pequenos, horários fixos e bastante divulgados para a realização das partidas, participação efetiva do poder público garantindo transporte para os torcedores nos jogos noturnos, flexibilidade da federação em levar jogos do estadual para outras praças (os clubes do RJ têm muitos torcedores no interior de MG e no estado do ES), taxas menos abusivas cobradas pela federação sobre seus clubes afiliados, preços de ingressos mais acessíveis e etc.
        Garone, acredito que vc há de concordar que a federação deva tratar o seu campeonato como um produto comercial. E esse produto deva ser atraente, acessível aos torcedores, patrocinadores.
        Menos política. Mais capitalismo. Mais empreendorismo. Mais visão de negócio. Mais lucro. Estadual mais forte = clubes mais fortes.
        Abraços e feliz 2015.

        • André Schmidt

          Sim, mas em momento algum elogiei a estrutura do campeonato. O assunto aqui é apenas preço de ingressos para o Campeonato Carioca. Não é sobre Libertadores, Sul-Americana ou seja lá o que for. Até porque, nem campeonato internacional este ano tem para o Vasco. E se disputasse e chegasse a uma final, teria que negociar apenas uma partida, não toda uma temporada. É completamente diferente.
          Não estou defendendo este ou aquele, e muito menos o formato atual do Estadual, estou falando apenas do preço dos ingressos e do pq os outros clubes querem um valor mais elevado: porque não possuem estádio e por isso pagam mais encargos. Só isso. E querem cobrar do torcedor por 100 anos negligência.
          Não acho que APENAS reduzir o preço do ingresso vai resolver tudo, mas já é algo.
          Talvez hoje eu não esteja afim de comer pizza, mas se me derem um cupom de 50% de desconto, talvez eu vá lá comer. E repita outras vezes por ter gostado. É assim que funciona.

          • Caçador de Mitos

            Garone, o Corinthians há pouco construiu o seu estádio. Os ingressos para se assistir aos jogos do Corinthians são caros. O Palmeiras acabou de reformar seu estádio e transformá-lo em arena. Os ingressos serão baratos? Não. Os clubes têm projetos consistentes de sócio-torcedor? Sim. Os ingressos para não-sócios são baratos para torcedores do Internacional no recém-reformado Beira-Rio? Não. Os estádios são novos? Sim. Estádios novos demandam mais recursos para sua manutenção? Sim.
            Daí vc entende que não é a negligência dos clubes o motivo dos ingressos caros.
            E para complementar o que vos falo: esqueça o antigo Maracanã que era administrado pela Suderj e que por diversas vezes para não fechar no vermelho o estado entrava com algum para fechar a conta. Hoje o Maracanã é outro estádio, no mesmo local sim, mas é outro estádio. Administrado por uma empresa que não aceitará e não poderá fechar no vermelho. Empresa esta que além de gerir o estádio, mantê-lo em condições técnicas para receber jogos, têm também a despesa de pessoal e capacitação deste pessoal.
            Abçs.

          • André Schmidt

            Pois é, você citou vários estádios novos de CLUBES. O que não é o caso do Maracanã, que é público. Eu sei que tem um gasto, não tiro a razão do consórcio, mas os clubes só passam por isso porque não construíram, há 90 anos atrás, como o Vasco. É exatamente isso que eu estou falando no texto. O consórcio está certo, tem mais é que cobrar mesmo, é o trabalho deles. Mas daí falar que 80 reais é um preço justo, é outra história… O Maracanã já foi reformado com o dinheiro dos torcedores – e dos não torcedores também-, uma obra que descaracterizou completamente o Maracanã, e ainda querem que sigam pagando por este erro?
            Eu não pago, preferia o outro Maracanã, acho o ‘padrão Fifa’ muito bom para inglês ver, mas ainda prefiro o concreto de São Januário… Mais barato, mais divertido, posso ficar em pé, posso xingar, posso pular… E tudo isso por 20 reais (ou menos)…

          • André Schmidt

            A grande diferença destes estádios que você citou para o Maracanã, é que os torcedores destes clubes pagam mais caro para cobrir as despesas das obras ou dos empréstimos. Pagam para seu clube ter um estádio. No caso do Vasco, foi pago antes da construção. No caso do Maracanã, pagam para seus clubes continuarem sem estádio. Simples assim.

          • pwagnerbr

            Caro Caçador de Mitos, não entendi nada…você, logo acima, fala em “preços de ingressos mais acessíveis”. Como pode reclamar da diminuição do preço dos ingressos do Carioquinha então? Para falar a verdade, o preço do ingresso pode ser de R$ 1.000,00. Duvido que mesmo assim desse lucro. Ou qual seria o público pagante para um Flamengo x Olaria no Maracanã? Ou de um Fluminense x Macaé no mesmo Maracanã? Acho que o que você não entendeu, ou não quis entender, é que a regra que foi criada há quase 100 anos para afastar o Vasco, se fosse aplicada hoje, inviabilizaria a participação de Flamengo, Fluminense e Botafogo. Esses times só estão nessa situação porque não construíram os seus estádios, ou não os modernizaram. E por isso estão à mercê do consórcio Maracanã e da Prefeitura do Rio, no caso do Botafogo. Se o acordo que eles têm com o consórcio é bom ou não, isso é problema dos referido clubes que assinaram esses acordos. O que não dá é para acreditar que se subissem o preço do ingresso teriam lucro, como andam chorando na imprensa.

          • Caçador de Mitos

            Garone, entenda por favor: os clubes não podem e nem devem ser prejudicados por conta da privatização do Maracanã. Aliás, não foi permitido aos clubes participarem do processo de licitação do estádio. O povo entendemos que não pode ser prejudicado também. Tudo isso se resume nesse processo mal dirigido da privatização do estádio. Os clubes não têm culpa disso.
            Agora querer culpar os clubes cobrarem ingressos caros por não ter estádios é uma análise superficial demais.
            Em MG o Mineirão foi privatizado. Há tabelamento de preços? Não.
            No campeonato brasileiro a CBF fez ou faz tabelamento de preços? Não.
            Por que no campeonato carioca fizeram esse tabelamento?
            Hora, no campeonato brasileiro não há tabelamento de preços. E o São Paulo há 2 anos por iniciativa própria pratica preços populares em seus jogos.
            Eu te pergunto: Por que o Vasco não pratica sozinho também tal empreitada sem necessariamente obrigar por forças políticas seus co-irmãos Flamengo e Fluminense a praticarem o tabelamento?
            Nesse quesito elogios ao empreendorismo do São Paulo.
            Garone, diga por você mesmo a preferência de um estádio por outro. Milhões de vascaínos ficaram eufóricos há 3 anos quando a prefeitura comporia junto com outras empresas particulares e mais o Vasco a remodelação do estádio de São Januário para as olimpíadas. Projeto este mais tarde engavetado por razões políticas. No projeto constavam ampliação da capacidade de público, a colocação de assentos e cobertura em todo estádio, construção de restaurantes, banheiros novos, acessos qualitativos aos PNE e vagas de estacionamento. Proporcionando ao torcedores do Vasco conforto e segurança.
            Garone novamente:
            Menos política, mais capitalismo, mais empreendorismo, mais lucro, mais visão de negócio, mais futebol dentro de campo.

          • André Schmidt

            E desde quando ingresso mais caro significa mais empreendedorismo? Nem ser mais capitalista é, pois isso não traria mais lucro, pelo contrário, manteria o projeto de elitização do futebol que só tem acabado com as nossas arquibancadas. Ou você acha que vão pagar R$ 80 para ver Flamengo e Barra Mansa?
            Você tem sua opinião, eu tenho a minha. Entendo e respeito isso, mas discordo quanto a forma de fazer negócio.
            Por mim Fla e Flu podem cobrar 300 reais por jogo, desde que não seja quando forem enfrentar o Vasco, por mim tudo bem. Só que empresa nenhuma, quando começa a vender menos, aumenta o preço de seu produto antes aumentar a qualidade dele. Ninguém vai ao Maracanã pq agora tem cadeirinha ou tá com ‘cara de arena’, vai para ver futebol e acabou. O produto a ser vendido não é o estádio, é o jogo. E esse segue barato.
            Clubes prejudicados? Como disse, eles não tem estádio, pelas regras impostas ao Vasco na década de 20, não eram nem para estarem disputando o campeonato, muito menos discutindo valores. E é sobre isso que o texto trata.
            Abraço!

          • Caçador de Mitos

            Os tempos mudaram Garone. Verdades do passado caíram por terra frente ao discurso de que não há verdades absolutas. É o trem imparável da vida. Melhor e preferível é ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
            Ingresso de jogo nos dias de hoje não são 100%da receita de um clube em um jogo de futebol. Há outras formas de se ganhar receitas com restaurantes em estádios, boutiques dos clubes, estacionamento entre outros. Na verdade meu brother, a partida de futebol é só mais uma cortina, um chamariz, uma armadilha (no bom sentido!) para o torcedor injetar através de outras formas de negócio receitas e dividendos aos clubes.
            Se o Flamengo e Fluminense querem praticar preços altos? Ok. É a prática da livre iniciativa garantida pela constituição federal de 1988.
            Se o Vasco, assim como o São Paulo já fez, quer praticar preços populares? Ok. É a prática da livre iniciativa garantida pela constituição federal de 1988.
            Se analisarmos de forma isenta e sem clubismo convergiremos a um ou vários denominadores comuns.
            E concordamos que nestes tempos em que os clubes estão mais do que endividados, qualquer trocadinho é bem recebido (como diz aquela música).
            Meu amigo Garone é na crise que surgem as oportunidades.

          • André Schmidt

            Eu discordo. Principalmente nessa história de que o futebol é só uma cortina. Lá fora sim, aqui não. Desde que resolveram imitar a Europa só tem piorado o futebol aqui. É essa falsa profissionalização, com dirigentes ganhando salário de craque que mata tudo. Futebol ainda é só futebol e ponto. Não temos estrutura econômica para colocarmos 70 mil pessoas pagando 100 reais num ingresso e ainda consumindo desenfreadamente no estádio/shopping/elefante branco… São realidades completamente diferente e com isso sobram alguns poucos mil espectadores dispostos a pagar.
            Não, eles não podem colocar o preço que quiserem. É o mesmo que dizer que a passagem do ônibus pode ser 20 reais, afinal, as empresas é que prestam o serviço… Não é bem assim que funciona. Como disse, os gastos do Maracanã, as reformas, já foram pagas pelo próprio torcedor, não tem que pagar duas vezes… E nem digo isso pensando no meu lado, pois não pagaria para assistir aos jogos de Fla e Flu mesmo, opino pelo bem do futebol.
            O Campeonato Carioca e os clubes ganhariam muito mais com estádios cheios e a volta da paixão dos torcedores em ir aos estádios, do que com 5 mil pagantes num Maraca melancólico… Se não ganha imediatamente de forma financeira, ganha restabelecendo o contato com o seu consumidor final, que é o torcedor.
            Mas obrigado pelo debate sadio! Uma boa temporada para todos nós, torcedores e clubes! Abraço!

          • Caçador de Mitos

            Garone, esqueça o saudosismo. Os tempos estão mudando. Projetos bem sucedidos de sócios-torcedores podem definir quem serão os clubes que brigarão por títulos e outros que serão mero coadjuvantes ou até rebaixados. O Internacional, o Cruzeiro são sempre clubes que estão nas 1ªs colocações dos campeonatos que disputam. Na contramão vemos o exemplo do Botafogo que arrecadou muito pouco com o sócio-torcedor, sendo um dos piores do país juntamente com o do Vasco.
            Os ingressos são caros para assistir jogos do Corinthians e do Internacional. Mas seus estádios quase sempre estão sempre cheios. Ingresso barato não é e nunca foi garantia de estádio cheio.
            Precisamos de estádios novos, reformados, confortáveis e seguros para perpetuarmos o amor aos nossos clubes para as próximas gerações. O consumidor em todos os níveis de negócio ficou mais exigente. Lógico que o futebol também seria e está sofrendo também este efeito. Não poderia ser diferente. Garone meu brother, ninguém que mais tv com sinal analógico. Todos querem o que há de mais moderno em termos de tv. É o consumidor ficando mais exigente.
            Torcedores não querem pagar um valor que só contemple o lugar no estádio. Ele quer e se puder pagará mais para ter seu carro bem guardado em uma vaga de estacionamento do estádio. Ele, torcedor, quer ter direito a opção de uma lanchonete com um lanche de melhor qualidade. E às vezes aquele torcedor que muito trabalha e não tem tempo de ir a sede do seu clube comprar uma camisa, poderá fazê-lo dentro do próprio estádio em uma boutique do seu clube.
            E quanto ao futebol, este não tem piorado por causa de preços de ingresso. Tem piorado por falta de planejamento e gestão das divisões de base. E por falta de gestão na CBF. Isso até merece um debate mais amplo. Mas se o futebol está em crise não é por culpa dos ingressos. Analisar assim é analisar de forma tacanha o assunto.
            Obrigado pelo debate. Eu nunca desprezo o compartilhamento de idéias e informações.
            Abraços!!

          • André Schmidt

            Se estes projetos realmente fossem bem sucedidos, os estádios estariam cheios, mas não é o que acontece. A média de público diminui a cada ano, acho difícil achar que isso é um avanço. E quanto ao sucesso dos novos estádios, é simples entender. Um clube com 20, 30, 40 milhões de torcedores abre um estádio para 40 mil. Todo jogo coloca 15 ou 20 mil, uma boa média. Mas é por ser uma novidade, todo mundo quer ir ver a casa nova, independente do preço. Mas amanhã para, já já acaba. Quando o Maracanã inaugurou eu também corri para ver o jogo, levei a família toda, amigos… Fui uma vez e nunca mais voltei e não pretendo voltar tão cedo.
            O que vc falou, do torcedor que quer mais do que ver o jogo, faz parte exatamente do elitismo que sou contra. Um cachorro quente no estádio custa 12 reais – pão e salsicha só -, um refrigerante 8, o estacionamento 30 ou mais, o ingresso custa 80… Se eu for com minha filha e esposa, são pelo menos 500 reais… Imagina isso para um cara que ganha salário minimo? Impossível esse cara voltar a ir no estádio… Se isso não é elitizar, não sei o que é.
            Como vc disse, hoje em dia todo mundo tem tv a cabo. Pra que pagar 500 reais pra levar a família no estádio em apenas um jogo se posso gastar 200 por mês e ver todos os jogos, filmes e etc, tomando uma cerveja e comendo um pastelzinho?! É exatamente isso que afasta o torcedor.
            Eu entendo o seu ponto de vista, mas você está olhando do ponto do empresário, enquanto eu vejo pelo lado do torcedor.
            A verdade é que só dá gente no estádio ainda pq somos apaixonados por futebol, mas essa paixão está diminuindo… Já já só terão essa geração playstation que prefere ver o Real jogar que seu proprio clube daqui, aí quero ver botar gente nas arquibancadas… O que salva o futebol são os poucos saudosistas que ainda tentam levar a família ao estádio para não deixar essa paixão morrer. Mas está cada vez mais complicado… Abraço!

          • Caçador de Mitos

            Garone, entendo e aceito seus argumentos quanto ao não privar o acesso do torcedor comum aos estádios de futebol. Na Alemanha eles lá estão sendo muito felizes em conciliar o acesso do torcedor comum e dos sócios-torcedores aos estádios. Informações dão conta que cerca de 25% do total da carga de ingressos nas arenas-estádios é destinada aos torcedores comuns. E esses locais destinados aos torcedores comuns são localizados atrás dos gols, já que as arenas-estádios na Alemanha são todos setorizados arquitetonicamente.
            Considero que este seria o melhor caminho para o futebol brasileiro. Não se pode desprezar os projetos de sócios-torcedores. Em um momento de baixo crescimento da economia nacional e mundial que fazem com que as empresas pensem até 2 vezes investir em esportes, considero que o projeto de sócio-torcedor pode ser para muitos clubes uma luz no fim do túnel.
            Só para complementar o que vos digo, segue o link:

            http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2015/01/mina-de-ouro-na-torcida-como-os-socios-podem-enriquecer-seus-clubes.html

            Abraços Garone!!

          • André Schmidt

            Claro que não, concordo com vc! O projeto de sócio-torcedor tem que ser valorizado e acho que é o melhor meio de salvarmos os clubes, até por depender apenas do torcedor. O que eu estava argumentando era exatamente isso, os estádio não pode ser apenas para um tipo de público. Não sou contra as melhorias nos estádios e nos serviços, mas tem que haver espaço para todo mundo. Não dá para botar banco de couro para todo mundo sentar, isso vai limar uma galera que não poderá pagar por isso.
            Arquibancada sempre foi lugar de torcedor comum. O que estão fazendo é transformar os estádios inteiros em ‘cadeiras brancas’, sociais… Isso que sou contra. Cada um tem seu espaço. Quem quer luxo, pague por ele. Mas quem não quer, ou não pode arcar com esse luxo, deve ter o mesmo direito e oportunidade de ir ao estádio ver seu time jogar.
            Eu, particularmente, nunca gostei de cadeira, sempre preferi arquibancada, concreto… Mas quando vou com minha filha, já prefiro ir para as cadeiras. Prefiro ter as duas opções do que apenas uma.
            Abraço!

  • Wesley

    Cada clube poderia escolher o valor do seu ingresso. e jogos com um só torcida iria minimizar alguns problemas. 5,00 caro de mais pra ver esses times.

  • Até o Chico foi contra o consórcio ! Um vascaíno governador , reconstruiu o novo Maracanã que nada tem haver com o antigo , que passou por muitas reformas também . A costura do consórcio , parecia sob medida para o Eike que é botafoguense . O projeto ficou incompleto apesar da dinheirama gasta . O dinheiro público , não foi usado em São Januário !
    1923 bate à porta ! Quando ela se abre mostra coisas que gostariam , que fossem esquecidas !
    DURA REALIDADE ! A HIPOCRISIA CONTINUA !
    MUITO BOM ANDRÉ !

  • pwagnerbr

    Sinceramente, como paliativo poderiam instituir rodadas duplas em um mesmo estádio ou voltar com as preliminares, que nesse caso poderia ser um jogo de times pequenos no Maracanã, antes de um clássico ou antes de um jogo entre um dos times grandes e um pequeno. Dois jogos pelo preço de um! Qual jogador de time pequeno não iria querer jogar no Maracanã?! E os torcedores dos times grandes poderiam conhecer jogadores que um dia, quem sabe, poderiam reforçar o seu próprio time!

  • ODILON VASCAINO DA SILVA – RJ

    Quando São Januário era o maior estádio do Rio de Janeiro, o maior do Brasil, era lá que o VASCAO fazia seus grandes jogos, São Januário era o grande palco do futebol brasileiro, também era onde o gigante VASCAO gostava de se exibir. Com a construção do maracanã em 1950, o VASCAO passou fazer seus grandes jogos lá, ficando São Januário para jogos médios, os vascaínos tinham esse privilégio, tinham dois grandes estádios para jogar, São janu para jogos médios, maraca para grandes jogos. Fui criança vendo o VASCAO assim, grandes jogos, grandes clássicos inter -estaduais no maracanã, jogos médios em São Januário, eram tempos bons, a torcida vascaína era reconhecida como uma das duas maiores do Brasil, a torcida vascaína tinha expressão de corpo presente no estádio, tudo reflexo da frequêcia constante dos vascaínos no maracanã. Uma das piores coisas que aconteceu na vida desse clube , foi o seu afastamento do maracanã, o VASCAO perdeu muito, passou registrar baixíssimas médias de públicos, passou registrar as menores médias de públicos das rodadas, passou não ter expressão explícita de popularidade. Agora mesmo nesses últimos sete anos, o VASCAO fez algumas partidas no maraca, batemos vários recordes de públicos, mostramos uma torcida forte, fiel, apaixonada, alegre, que superou torcidas de CURINTIA, flamerda, Santa Cruz, várias vezes registramos públicos superiores a esses que são considerados os enchedores de estádios, essa proeza vascaína, essa grandeza vascaína, essa força vascaína , só foi possível ser revelada, so foi possivel ser exibida, por causa do maracanã, o maracanã é o grande palco do futebol, o VASCAO e os vascaínos gostam do grande palco futebolístico. Basta constatar que ADEMIR MENESES, artilheiro vascaíno, foi io primeiro artilheiro da história do maracanã. Bastar constatar, que a estátua mais importante do maracanã, é a estátua do grande capitão vascaíno BELLINI levantando a primeira taça do mundo que o BRASIL conquistou .. Basta constatar, que o VASCAO é o primeiro campeão carioca da história do maracanã. Basta constatar, que o VASCAO é o primeiro campeão taça Guanabara da história do maracanã. Basta constatar, que o VASCAO foi o primeiro clube a colocar 100 mil pessoas no maracanã. Basta constatar, que o VASCAO é o primeiro carioca campeão do verdadeiro campeonato brasileiro da história do maracanã. Basta constatar, que o VASCAO é o primeiro clube a levantar uma taça de campeão no gramado do maracanã, em partidas oficiais disputadas em 90 minutos. Infelizmente na era euriquista afastaram o VASCAO é os vascaínos do maracanã, foi o EURIQUISMO quem afastou, quem inventou essa ideia traíra de afastar i VASCAO é os vascaínos do maraca, é difícil de acreditar, que alguém não sinta alegria, felicidade, em vê ym maracanã entupido de vascaínos.

  • Edson

    Srs., a questão da desfiliação em 1923, foi porque o Vasco usou jogadores profissionais, o que nao era permitido na epoca, o esporte ainda era amador. Em 1910 ja tinha clube com jogador negro. É a historia sendo repetida sem investivação historica só para reforçar aspectos positivos.

  • Nunca fui admirador do EURICO MIRANDA;mas essa de fazer acusações sem provas é muito perigoso porque quem acusa é que tem que provar e ai ,como fica ,se o acusador não tiver as provas? que o Sr. Eurico Miranda não é nenhum santo,todos sabemos;mas será que seus acusadores são santos?Aliáz;a coisa mais difícil hoje em dia,é poder confiar nas pessoas;por esse motivo acredito naquele ditado que diz:CONFIAR É UMA GRANDE VIRTUDE,MAS CONFIAR 100% É BURRICE MESMO.

  • Luís Henrique

    é isso que eu não entendo, hoje SÓ o Vasco tem estádio e os outros não, até os de menor investimento tem, agora, que o senhor Eurico fez o que fez, porque viu que a projeção de grana do flamengo nesse ano seria alta, como o próprio divulgou que seria, ele mesmo disse que tbm só divulgou uma projeção alta para o Vasco por não poder ficar muito atrás do time da gávea, onde já se viu tamanha falta de criatividade? Se os caras ”estupram” a sua própria iludida torcida o problema é deles se o ingresso custa 200,00 , o que não pode é o Vasco não ter um meio de arrecadar valores altos e querer ferrar com os outros que estão arrumando uma forma de fazer isso, mesmo que seja como temos visto. Espero que esse ano se crie um plano de sócio torcedor em que os vascaínos de fora do ”enorme” estado do Rio de Janeiro possam se sentir atraídos a contribuir para que venhamos almejar times melhores sem a incerteza de rebaixamento… SV

  • ODILON VASCAINO DA SILVA – RJ

    EDSON, não esqueça que dos grandes clubes do futebol carioca praticantes do futebol , o VASCAO é o mais novo a praticar futebol no Rio de JaneiIvo. Não esqueça que mesmo antes de praticar futebol, quando só praticava esportes amadores, o VASCAO teve um presidente negro, isso em 1900. Nao esqueça que o BANGU foi o primeiro a jogar com negros, era um jogador negro da fábrica Bangu, mais o BANGU não incomodava, ninguém reclamava.mais quando o time vascaíno se tornou o primeiro clube campeão com jogadores negros, ainda houve uma grande revolta, pois os clubes elitista, preconceituosos não aceitam que um clube com jogadores negros, pobres, analfabetos, fosse campeão, isso pra eles era muita humilhação, então pediram i afastamento do time vascainio. Não esqueça que o VASCAO mesmo sendo o clube mais jovem na pratica de futebil, mesmo assum oi o primeiro clube campeão com jogadores negros, façanha que os grandes clubes da époça da zona sul nao foram, justamente porque não aceitavam negros. Não esqueça que o VASCAO foi campeão cima jogadores negros bem antes que os outros grandes clubes. Não esqueça que há cinquenta anos atrás, determinados clubes, negros, mulatos, pobres, tinham que entrar nesses clubes pela porta dos fundos, pela porta garagem. Não esqueça que tem clube que jogador negro para jogar futebo na epoca, tinha que passar pó de arroz no rosto para se passar como branco. Não esqueça

    • Racional

      Odilon, se vc quer saber verdadeiramente sobre a inclusão de atletas negros no futebol brasileiro, sugiro que leia o excelente livro “O negro e o futebol” do jornalista Mário Filho.
      A versão real dos fatos não são tão românticos cono você menciona. Realmente, acertaste em aferir ao Bangu A. C. o pioneirismo no RJ na inclusão de atletas negros. O Vasco foi o 1º time grande a ter atletas negros e o 1º campeão da divisão principal carioca a ter atletas negros.
      Mas veridicamente falando, as retaliações sofridas pelo Vasco pela associação de futebol da época se davam pelo fato de os outros clubes terem atletas não remunerados, amadores e que em sua maioria eram estudantes enquanto que o Vasco seus atletas eram semi-profissionais. Eram estes atletas remunerados informalmente através dos sócios portugueses ricos do Vasco.
      O Vasco teve uma atuação importante na luta contra o racismo no futebol. Mas a sua contribuição pendeu majoritariamente mais para o lado do oportunismo do que para o altruísmo. Sem mais.

  • LUIS KENT -RJ

    Bem observado Odilon, pura realidade. Salve VASCAO , a mais linda história de um clube de futebol.

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