‘Em time que está(va) ganhando…’



Chapecoense venceu o Vasco por 1 a 0 (Foto: LANCE!Press)

Chapecoense venceu o Vasco por 1 a 0 (Foto: LANCE!Press)

‘Em time que está ganhando não se mexe’. Esse é o bê a bá do futebol. A máxima suprema do esporte bretão. Quando uma criança nasce, ganha uma camisa do time e uma placa com esta frase para que ela nunca se esqueça. Pelo visto, ainda não a fabricavam quando Celso Roth veio ao mundo.

Após mudar o esquema tático e dar sua cara ao time, conseguindo duas vitórias consecutivas, o treinador decidiu abrir mão da alterações e desfazer o 4-4-2 que vinha dando certo. Para colocar Biancucchi em campo, herói da vitória contra o Avaí, mudou muito mais do que devia e o Vasco perdeu muita mais do que podia.

Riascos havia feito boas partidas sob o seu comando, atuando ao lado de Gilberto, porém, foi recuado para fazer a função de Jhon Cley na direita. Com a obrigação de marcar, foi completamente nulo ofensivamente e ainda deixou o camisa 9 mais uma vez isolado na frente, como era com Doriva. O time perdeu em marcação, já que o colombiano não aguenta fazer o sobe e desce, e no ataque, já que o argentino não possui a mesma velocidade.

Com uma simples mudança, Roth conseguiu desfigurar a equipe, que estava com 100% de aproveitamento. Se a ideia era lançar o primo do Messi, recuar Júlio César e tirar o frágil Christianno teria sido uma alteração mais simples, mantendo o gringo fazendo a função na esquerda, na linha de quatro e não centralizado como tentou.

O erro foi tão gritante que, no intervalo, o técnico desfez a modificação. Porém, a expulsão de seu lateral, com um minuto da etapa final, impediu que o 4-4-2 voltasse a ser colocado em prática. Na dúvida entre os esquemas, acabou lhe restando apenas o 4-4-1 e o estilo ‘salve-se quem puder’.

Talvez agora o comandante cruz-maltino tenha entendido o por que dos gritos de ‘burro’ no meio de semana. Foram pela permanência de Christianno em campo e não pela atuação – discreta – de Júlio César ou entrada de Rafael Silva.

Celso Roth tentou mudar o que vinha dando certo, e errou. Tentou corrigir, mas Christianno não deixou. O Vasco jogou os 90 minutos com sua zaga reserva por motivos de força maior. Mas jogou o primeiro tempo sem sua linha de meio-campo por opção do treinador.

Como nenhum erro passa impune, depois de muito insistir e os vascaínos abdicarem de jogar, a Chapecoense chegou ao seu gol. Merecido.

Afinal, ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’. Mas Roth também não deve conhecer essa frase.



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