Edmundo, o gênio genioso



Edmundo e Pai Santana, mitos do Vasco (Foto: Márcio Rodrigues/LANCE!Press)

Edmundo e Pai Santana, mitos do Vasco (Foto: Márcio Rodrigues/LANCE!Press)

O dia 2 de abril deveria ser feriado no Vasco. Nesta data, nasceu Edmundo, um dos maiores ídolos da história do Club de Regatas Vasco da Gama.

Gênio genioso, ‘ídolo-vilão’, ganhou o apelido de Animal pela gana com a bola nos pés e pelo sangue nos olhos. Edmundo em campo era a personificação do anti-herói. Anti para os ‘antis’ e herói para os vascaínos.

Edmundo nasceu Vasco, nasceu brigador. Sem saber que era, já começava a ser o que foi. Ser vascaíno é um estado de espírito, não uma escolha. Ver Edmundo jogar era se sentir representado em campo. O camisa 10 era um ‘jogador-torcedor’.

Em cada drible, arrancada, bate-boca com o zagueiro, dividida e gol, Edmundo se tornava mais Vasco. Era algo de dentro pra fora, talvez nem ele percebesse.

Assim como o clube, se impôs na marra contra os que o odiavam. E fez, com gols e dribles, com que cada um se rendesse pouco a pouco. Vasco e Edmundo, histórias que se fundem e se confundem.

O futebol é dramático. Com Edmundo, mais ainda. Mas esse é um toque que somente os apaixonados, e apaixonantes, podem dar ao espetáculo. De todos os defeitos que o craque possa ter tido, ser ‘morno’, medíocre, nunca foi um deles. E é aí que está a graça do futebol, nos extremos.

O grito de ‘Ah, é Edmundo’ ecoará pela Colina por mais muitos anos. E arrepiará sempre que entoado. Quem viveu a era Edmundo, jamais esquecerá de ti. E o sentimento volta, como se você fosse entrar novamente em campo com a 10 às costas, cada vez que seu nome é gritado.

No mundo real, o seu retorno não acontece, mas na memória é algo imediato. Eternizado!

O futebol com Edmundo era mágico, imprevisível, à flor da pele. E foi nesse turbilhão de emoções que o menino virou ídolo e o homem virou gênio, genioso que só ele. Se entregou ao Vasco e viu o torcedor fazer mesmo.

Edmundo virou verbo, sinônimo de ação. E, consequentemente, de emoção.

Pelo título brasileiro de 97, Edmundo, muito obrigado!
Por cada um dos 29 gols naquele Brasileiro, Ed, muito obrigado!
Por cada um dos 249 jogos que defendeu o manto cruz-maltino, muito obrigado!
Pelas 137 vezes que estufou as redes adversárias pelo Vasco, muito obrigado!
Pelos gols contra o Flamengo, o recorde, a entortada em Júnior Baiano, a rebolada em frente ao Gonçalves, as voltas à pedido da torcida, os dribles, arrancadas, golaços, pinturas, lágrimas, sorrisos, carrinhos, cotoveladas – faz parte – e entrega em todos estes anos, o meu muito obrigado!
Por continuar levando o nome do Vasco aonde vai, representado e atendendo a nossa torcida com muito carinho, muito obrigado!

Não há presente que a torcida possa lhe dar que retribua as alegrias que nos deu. Por isso, no dia do seu aniversário, deixo apenas o meu agradecimento.

Parabéns, Edmundo! E muito obrigado (nunca será demais agradecer)!

Saudações vascaínas! /+/

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