Doriva precisa repensar a forma de usar os laterais



Madson não conseguiu parar o ataque do Galo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Madson não conseguiu parar o ataque do Galo (Foto: Wagner Meier/LANCE!Press)

Que o Vasco sofreria para enfrentar o Atlético Mineiro no Independência, todos sabiam. O Galo é hoje, na minha opinião, um dos grandes favoritos ao título, ao lado do Internacional. Um empate – mais um – já seria uma grande vitória.

Os dez primeiros minutos de jogo até que foram animadores, com o Cruz-Maltino achando espaços na direita para avançar e chegando em bloco na frente. Até Guiñazu chutou de fora. Até que… veio o deslize.

Luan escorregou, cortou mal, Madson não bloqueou e Thiago Ribeiro não perdoou. Daí pra frente, tudo mudou. Como já é conhecido, o Vasco não consegue sair para o ataque, com o time precisando do gol, de forma organizada. E normalmente são as laterais, o elo mais fraco, as primeiras a entregar.

Na ânsia de empatar, os laterais se lançaram ao ataque, algumas vezes os dois ao mesmo tempo. Dinâmico e veloz, os mineiros souberam aproveitar os espaços dados.

Foi um show de cruzamentos e inversões de jogo sempre encontrando os atleticanos livres nas pontas. Madson e Christianno, quando na jogada, cercavam mas não davam combate. Resultado: gols.

Jogada nas costas de Christianno e gol de Dátolo. Nova ultrapassagem pela esquerda e cruzamento atrás de Madson, mais um de Thiago Ribeiro. Pronto, o time que não sabe atacar precisa de três gols em 45 minutos – e não sofrer mais nenhum – para arrancar um pontinho fora. Não dá.

E não deu.

O que se viu depois do intervalo foi um Galo totalmente solto e confortável com o placar, abusando do corredor deixado pelos laterais que, pelo visto, só não são enxergados por Doriva. Se falta qualidade, tem que compensar taticamente. E isso depende pura e exclusivamente do trabalho feito pelo treinador.

Na teoria, os dois são boas armas ofensivas do Vasco. Mas só na teoria. Dos 43  gols do time no ano, apenas três foram marcados através de assistências dos dois. Ou seja, somente 7%.

O time assusta com a velocidade da dupla, mas não consegue converte isso em gols, já que nenhum dos dois acertam passes e cruzamentos quando chegam ao fundo. No fim, correm para errar, mas isso parece satisfazer. Não a torcida, claro.

A chance de tomar um gol – ou três -, com os dois adiantados, é muito maior do que a de balançar as redes. E os números provam isso. E nem precisa ser matemático para fazer esta constatação. O Galo provou isso.

Quem souber explorar os flancos, sobressairá contra o Vasco. Perguntem ao Thiago Ribeiro.

Doriva precisa repensar a forma de utilizar os laterais. A começar por uma maneira de atacar que não seja dependente dos dois. Do jeito que está, a lateral seguirá rendendo mais gols aos adversários que a si mesmo.

No Carioca, eles poderiam funcionar sem grandes estragos defensivos. No Brasileiro, já vimos que não.



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