Dez dias após o título carioca, um Vasco sem fome



Gilberto passou em branco mais uma vez (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Gilberto passou em branco mais uma vez (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Cuiabá x Vasco. Jogo entre dois campeões estaduais, porém, de grandezas muito distintas. Não dá para se comparar tradição, camisa e nem a história. Aí, é goleada. Mas quando a bola rola, quem entra em campo é o hoje, não o ontem.

De um lado, jogadores que não se apavoram com a bola nos pés. Uma equipe que em dois ou três passes consegue chegar a intermediária ofensiva. Toques de trivela, inversões de jogo precisas, dribles desconcertantes… Um time abusado, confiante na vitória, sem medo de partir pra cima do adversário na jogada individual.

O Vasco? Não, esse era o  Cuiabá – enquanto teve perna.

Pelo flanco vascaíno, trocação de bola sem objetividade e muitos erros. A maior posse de bola não se deu  pela soberania em campo, mas sim por não ter ideia do que fazer com ela. E toma-lhe recuo.

Não houve uma jogada trabalhada, uma ultrapassagem que não tenha terminado numa irritante cavada de falta de Madson. Chutes de fora, só no desespero. E sem direção.

Parecia que o Vasco não tinha ido à Mato Grosso jogar futebol, mas sim brincar de pique-cola. Todos plantados, fixos em suas posições. Sem movimentação, a criação, que já é falha naturalmente, se tornou absolutamente nula. Não é necessário talento para se mexer, não precisa ser craque para se apresentar para o jogo, então qual é o problema do time de Doriva?

Estáticos, como um time de totó, os cruz-maltinos viram Gilsinho, Maninho e cia darem um passeio, apesar de não terem assustado tanto assim. E nem precisavam. A obrigação, mesmo fora de casa, era do Vasco.

Não dá para se impôr como grande, se age como pequeno. O toque de bola ineficaz mostrou uma falta de personalidade e vontade impressionante. Como se um passasse para o outro a responsabilidade de fazer algo que ele não estava a fim. Nesse caso, jogar bola.

Dez dias após se sagrar campeão carioca, o que vimos foi um time sem fome. Bem diferente daquele das finais. Apesar de individualmente ser o mesmo. O que ficou para trás, pelo visto, foi o espírito.

/BlogDoGarone
@BlogDoGarone



MaisRecentes

A passividade de Zé Ricardo e a vingança de Coudet



Continue Lendo

Curiosidades sobre o duelo entre Racing-ARG e Vasco



Continue Lendo

Vasco regulariza reforço para o ataque



Continue Lendo