A derrota que não deixa marcas



DG atuou mais avançado contra o Grêmio (Foto: Jeferson Guareze/AGIF)

DG atuou mais avançado contra o Grêmio (Foto: Jeferson Guareze/AGIF)

Flutuei  – não que o peso me permita esse tipo de ação – durante toda a semana entre os vascaínos otimistas e os pessimistas.

Procurei me equilibrar entre as opiniões dos dois, como um bêbado no meio fio, antes da bola rolar contra o Grêmio. Na lacuna aberta entre o que não via chances do Vasco vencer no Sul e o que teimava que a vitória nasceria para iniciar uma arrancada cruz-maltina, uma certeza em ambos os lados: o time evoluiu.

E no campo isso foi comprovado, apesar da derrota por 2 a 0.

Assim como contra o Palmeiras, outro forte adversário que o time enfrentou fora de casa, a apresentação coletiva da equipe de Milton Mendes teve pontos positivos.

Mesmo com falhas individuais que culminaram, por exemplo, no 5º pênalti contra o clube de São Januário em apenas quatro rodadas. Um toque de Wellington passível de marcação, já que é inegável o contato. Porém, passionalmente ignorado inúmeras vezes.

Dessa vez, sem amor, foi pra cal. E mudou uma partida que poderia ter sido ainda mais apertada do que foi.

De uma maneira geral, foi um desempenho acima do esperado por parte do Vasco. Esquecendo o nome do clube e suas histórias, é um time que sobe da 2ª divisão contra o atual campeão da Copa do Brasil, classificado para a próxima fase da Libertadores com uma das melhores campanhas.

Vitória vascaína seria zebra. Empate era para ser comemorado como triunfo. Uma derrota, olhando no olho do adversário o tempo, entretanto, não pode ser vista como viés.

Nada mais normal para o Vasco, ou qualquer outro clube brasileiro, do que perder para o Grêmio fora de casa. É aquela velha história do “o não eu já tenho”. Quem viaja para o Sul em busca da vitória – o sim – carrega esse ímpeto mais na declaração do que na postura. Empatar lá é sempre um bom resultado.

O fator primordial, ao meu ver, foi a equipe vascaína mostrar que consegue fazer uma partida equilibrada como visitante contra um dos postulantes ao título. De novo.

Se dá para incomodar – ou ao menos dificultar – quem irá brigar pela taça, fora de casa, dá para buscar pontos contra equipes menos cotadas na competição. E esse pode ser o diferencial do time, que vem sendo abraçado por sua torcida em seu estádio.

O otimista tinha seus motivos para acreditar, equipe foi bem contra Bahia e Fluminense. Entretanto, quem mais perdeu foi o pessimista, que viu o Vasco se desmontando num lance casual – o pênalti – e não numa supremacia massiva do Grêmio.

O 2º gol, já nos acréscimos, nada mais foi do que uma boa mentira contada pelo excelente time gremista. Aquela aumentada na história que já era boa por si só. Uma pequena floreada no conto.

Ainda não foi o momento do Cruz-Maltino surpreender longe de São Januário. Porém, o simples fato de demonstrar que é possível já é um bom sinal para um time que aparenta entender seu objetivo inicial no Brasileirão.

O Vasco saiu ileso de uma derrota. Isso é uma vitória.



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